Dívida será renegociada

09/02/2011 08:56

BNDES e BB oferecem a possibilidade aos produtores de Mato Grosso

Os produtores rurais de Mato Grosso inadimplentes junto ao Banco Nacional para o Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ao Banco do Brasil poderão renegociar as dívidas. As duas oportunidades foram decididas separadamente, mas ambas atendem às reivindicações do setor produtivo. Em reunião com o governador Silval Barbosa (PMDB), o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, confirmou a reavaliação da dívida, estimada em R$ 2 bilhões, e a suspensão do arresto de bens de cerca 1 mil produtores com débito. O BB aceitou renegociar pendências com mais de 6 meses de atraso e oferece pagamento em até 10 anos.

Na manhã desta terça-feira (08), o governador, juntamente com o senador Blairo Maggi (PR), os deputados federais Homero Pereira (PR) e Valtenir Pereira (PPS) e representantes de entidades como Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), solicitou que o BNDES intermediasse para que os bancos suspendam a apreensão dos maquinários até se cheque a uma solução.

O presidente da Famato, Rui Prado, explica que a agricultura vive um bom momento econômico e que os produtores querem aproveitar a oportunidade para liquidar as dívidas e até mesmo ter oportunidade para novos financiamentos para investir na produção.

O deputado Homero Pereira ressalta que o BNDES fará um levantamento das dívidas e se reunir com os bancos para que os mesmos suspendam os pedidos de busca e apreensão das máquinas financiadas. Além do encontro com o BNDES, Pereira informou que o ministro Wagner Rossi, da Agricultura, também foi procurado pelos representantes em busca de apoio. "Vamos precisar de apoio político, tanto do Ministério da Agricultura, quanto do Ministério da Fazenda, para a aprovação definitiva da renegociação".

Com relação ao Banco do Brasil, o diretor da Aprosoja, Carlos Fávaro, diz estar satisfeito com a conquista, uma vez que as taxas e prazos concedidos são favoráveis para o setor. "Queremos pagar e as condições estabelecidas são compatíveis com a atual realidade". Aproximadamente 10 mil produtores, entre grandes e da agricultura familiar, poderão renegociar. As condições adotadas são de que o endividado esteja em atraso há pelo menos 180 dias, que pelo menos 40% da dívida seja liquidada em 5 anos e as prestações são calculadas com juros de 0,5% ao mês, mais o Índice de Reajuste da Poupança (IRP). Com relação à entrada de 10%, o Banco do Brasil afirmou ser possível flexibilizar esta condição.

Fonte:Gazeta Digital


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