Fantástico denuncia negociações ilegais de terras por assentados

31/12/2010 09:30

Em reportagem de 6 minutos levada ao ar neste domingo, no Fantástico (TV Globo), principal revista eletrônica do país, o repórter Jonas Campos denuncia o que se convencionou chamar de indústria das invasões de terras. Em Novo Mundo (a 800 km ao Norte de Cuiabá), ele flagra bandos ocupando fazendas. Eles ganham lotes e casas do governo e depois destrõem tudo para vender a área, de forma ilegal.

Região de Novo Mundo onde há
negociação ilegal de terras   O Fantástico mostra um assentamento abandonado há uma década. Foi criado pelo Incra e pelo Instituto de Terras do Estado (Intermat) em Novo Mundo para beneficiar 1.149 famílias. Só a área de 2,5 mil hectares custou ao erário R$ 2 milhões. Após receber a doação do governo, os assentados venderam os lotes. Algumas pessoas contam como o esquema de negociação de áreas continua no Nortão.

    Questionado, o presidente do Intermat Afonso Dalberto afirmou que desconhecia que as casas estavam sendo demolidas. “Assentado não pode vender lote, e nesse caso é um assentamento do Incra. O Incra tem que cuidar como tal”, despistou. O chefe da unidade do Incra, Luiz Araújo, por sua vez, prometeu fazer uma vistoria na área.

     O Fantástico flagrou Gilmar Nantes, chefe dos acampados, vendendo lotes de uma fazenda que ainda nem foi destinada para a reforma agrária. Sem saber que estava sendo gravado, Gilmar recebeu em sua casa duas pessoas que se dizem interessadas em participar da invasão, já que ele estava montando o cadastro dos futuros assentados. As imagens mostram ele embolsando dinheiro com promessa de garantir lotes aos interessados.

Mário Lúcio, procurador da República Para o procurador da República Mário Lúcio Avelar, o esquema mostra "um possível acerto de servidores do Incra com supostos movimentos em defesa da reforma agrária de maneira que há um comércio em benefício de ambas partes”. “Reforma agrária no Estado do Mato Grosso é um balcão de negócios”, diz Avelar. O delegado Geraldo Gesoni Filho pondera que é difícil investigar a ação dos grupos de invasores de terra na região Norte porque as pessoas têm receio e temem represálias e, assim, preferem não denunciar o esquema.

Fonte: RD News

 

 


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