Instituto do PE pode ‘tocar’ hospital

29/03/2011 07:30

Entidade de assistência do Estado foi única com documentação apta na abertura de envelope para concorrer à administração do Metropolitano de VG


Modelo de gestão escolhida pelo secretário Pedro Henry ainda é motivo de protesto dos médicos em MT


O Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (IPAS) foi a única instituição com a documentação aprovada ontem na abertura dos envelopes do Edital de Chamamento para a escolha da empresa sem fins lucrativos que vai administrar o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, previsto para ser inaugurado em maio.

A outra concorrente, a Pró Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, não passou na análise documental, mas pode recorrer. O Estado terá de hoje até sexta-feira (1º) para fazer a análise da proposta de trabalho do IPAS. A divulgação do resultado da instituição vencedora será no dia 4 de abril, mas há prazos para recursos. A homologação do resultado final será no dia 19 próximo.

No ano passado, a Secretaria Estadual de Saúde de Alagoas chegou a suspender o contrato com o IPAS, a pedido do Ministério Público Estadual, para administrar um hospital no município de Santana do Ipanema. Já no Rio Grande do Norte, o Instituto Pernambucano administrou sem licitação uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, seis meses depois, venceu seleção para continuar à frente da gestão, mas desistiu do contrato, que foi alvo de investigação do Ministério Público daquele estado.

O modelo de gestão dos hospitais regionais de Mato Grosso proposto pela Secretaria de Saúde desagradou médicos servidores, que estão em greve desde o dia 10 de março. E o movimento pode crescer nesta terça-feira. Os profissionais que atendem em Cuiabá e municípios vizinhos decidem hoje em assembleia se vão aderir ao movimento grevista dos demais profissionais do setor que atendem pelo Estado.

Na ocasião também será feita avaliação da paralisação dos médicos que trabalham nos hospitais regionais, como adiantou o presidente do Sindimed, Edinaldo Lemos. “Nós vamos debater o movimento e discutir o que ainda pode ser feito para a nossa categoria”, disse. Os médicos estão em greve há quase 20 dias.

A adesão de mais médicos à greve pode abrir caminho para negociações entre a categoria e a SES, avaliou o sindicalista. “Cerca de 400 médicos atendem na Baixada Cuiabana. Se eles decidirem parar, o movimento vai crescer e, quem sabe, conseguiremos discutir nossa pauta de reivindicações com a Secretaria”, afirmou.

Fonte:Diário de Cuiabá


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