Líderes dos bombeiros revoltosos são soltos no Rio

11/06/2011 01:46

Outros 422 militares continuam presos no quartel de Jurujuba; pane no sistema de digitalização de documentos atrasou processo de emissão dos alvarás de soltura dos outros detidos

 

SÃO PAULO - Deixaram, por volta das 23 horas desta sexta-feira, 10, o Grupamento Especial Prisional (GEP), localizado em São Cristóvão, na zona norte do Rio, os nove líderes dos mais de dois mil bombeiros que há uma semana invadiram o quartel central da corporação, ação que resultou na prisão de mais de 431 militares.

Segundo a Justiça, eram 431 presos e não 439 como o Estado do Rio havia divulgado. Os outros 422 militares ainda estão no quartel de Jurujuba, em Niterói, para onde o grupo de líderes dos movimento se deslocaram em carreta. Eles aguardarão a liberação dos demais, em frente ao quartel, o que deve ocorrer por volta das 9 horas.

Uma pane no sistema de digitalização de documentos da Auditoria da Justiça Militar do Estado atrasou o processo de emissão dos alvarás de soltura e não permitiu a liberação de todos os militares ao mesmo tempo. Espera-se que até as 9 horas, todos os alvarás estejam prontos e o contingente ainda retido no quartel seja liberado.

Na madrugada desta sexta, 10, o desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, do plantão judiciário do Tribunal de Justiça, concedeu habeas corpus aos militares que estão presos há uma semana. Os 431 bombeiros foram detidos na manhã de sábado, 4, após mais de dois mil militares invadirem o quartel central. A ação ocorreu por volta das 19 horas de sexta-feira, 3, uma hora depois do início de um protesto pelas ruas do Rio.

A categoria reivindica salário inicial para soldado de R$ 2 mil. O salário atual é de R$ 950. O governo do Rio anunciou na quinta-feira, 9, reajuste de 5,58% antecipado em seis meses para servidores de quatro categorias. No plano de correção, previsto para 48 meses, cada parcela fica com um aumento de 0,915%. O governo diz que se conceder o reajuste exigido pela categoria pode ocorrer a quebra dos cofres públicos.

Fonte:Estadão


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