Meraldo é eleito presidente da AMM-MT

23/12/2010 09:33

O prefeito de Acorizal, Meraldo Figueiredo Sá (PR), foi eleito com folga presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Apoiado por "caciques" de vários partidos, ele derrotou o prefeito Manoel de Freitas (também do PR), de Terra Nova do Norte, e irá suceder o presidente Pedro Ferreira (PP) pelos próximos 2 anos.

Meraldo obteve 65 votos contra 35 votos registrados por Manoel de Freitas, que tentou sem sucesso pela segunda vez consecutiva assumir o comando da AMM. Houve apenas uma abstenção. Antes mesmo da apuração, o prefeito de Acorizal já era parabenizado nos bastidores pelos diferentes grupos de associados e adotava discurso conciliador com o grupo adversário.

A eleição da AMM ocorreu após um acordo firmado na noite de terça-feira (21) e que contou com intervenção de vários dirigentes políticos, como o ex-presidente da AMM e 1º suplente do senador Blairo Maggi (PR), José Aparecido dos Santos (PR), o Cidinho, ex-prefeito de Nova Marilândia. Eles conseguiram fazer com que, apesar da falta do tradicional consenso em favor de uma chapa única, maior embate fosse evitado. Foi isso que levou Meraldo a não pedir a impugnação do registro da chapa de Manoel de Freitas, apesar dele ter registrado o grupo depois do prazo permitido.

A chapa de Meraldo (Unidos pelo Municipalismo) toma posse no dia 1º de fevereiro. Tem como 1º vice-presidente o prefeito Filemon Limoeiro (São Félix do Araguaia) e Juviano Lincoln (Diamantino) como secretário-geral.

O futuro presidente vai administrar uma entidade que conta com 136 dos 141 prefeitos de Mato Grosso associados e orçamento de R$ 700 mil por mês (aproximadamente R$ 9 milhões por ano). A eleição na AMM ocorre sob fortes críticas à gestão do presidente Pedro Ferreira. Aliados do próprio PP, como o deputado estadual eleito José Riva, reclamam publicamente da falta de articulação e dinamismo da entidade. O mesmo fazem membros da atual diretoria, como o candidato derrotado Manoel de Freitas.

O candidato derrotado também adotou discurso conciliador. Diz que vai tentar ajudar a gestão de Meraldo. "Agora não é hora de remoer o resultado. Infelizmente não conseguimos o resultado planejado, mas o importante é que a AMM saia fortalecida. Eu representava um projeto, um grupo e não poderia recuar".

Fonte: Gazeta Digital


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