MPE denuncia 29 PMs por morte de soldado durante curso

03/03/2011 07:04

 

 Vinte e nove policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por envolvimento na morte do soldado Abinoão Soares de Oliveira em abril do ano passado quando participava do curso de Tripulante Operacional de Multimissão (TOM-M), no lago do Condomínio Terra Selvagem Golf Club, na região do Manso no ano passado. Na ação protocolada nesta segunda-feira também é pedida a prisão preventiva de sete dos policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) pelos crimes de tortura seguida de morte.

Os responsáveis pela ação são os promotores Vinícius Gahyva Martins, e Ana Cristina Bardusco. As prisões preventivas de sete deles, são para que não atrapalhem as investigações que desde abril do ano passado ainda não teve um desfecho nas duas ações instauradas, uma civil e outra militar para apurar os responsáveis pela morte do soldado. Além dele, na época outros 3 alunos foram parar no Pronto-Socorro. O sargento do Paraná Luciano Roberto Frezzato, o soldado de Goiás Thiago Rodrigo Mendes da Silva, e, um dia depois, o policial Claudomir Braga também passou mal e teve que receber atendimento médico.

O inquérito militar foi concluído no fim de junho de 2010 e 22 pessoas foram indiciadas pela morte de Abinoão. Os indiciamentos referentes ao Inquérito Policial Militar estão relacionados aos crimes de homicídio culposo por imperícia, prevaricação, omissão e maus tratos.

Já o inquérito civil que foi conduzido pela delegada Ana Cristina Feldner concluiu que os policiais agiram com "atos de fúria" e os caracterizou como "psicopatas". Por meio dos depoimentos de outros alunos, ela constatou que, por diversas vezes, os instrutores atacavam as vítimas com golpes "mata-leão" e "gravatas". Em maio de 2010, ela chegou a pedir a prisão preventiva de 5 policiais militares do Bope pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio. Mas na mesma semana, a juíza da Primeira Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Catarina Perri Siqueira, determinou o trancamento do inquérito, aceitando o pedido da Defensoria Pública, que alegava não ser competência da Polícia Judiciária Civil (PJC) investigar um caso militar.

Abinoão morreu dia 24 de abril após uma sessão de afogamento pelos tenentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Carlos Evane Augusto e Dulcézio Barros de Oliveira. Os 2 foram indiciados tanto no IPM quanto no inquérito da Polícia Civil, que foi trancado por ordem Judicial.

Fonte:Jornal Extra


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