Pecuaristas se queixam do tratamento do Governo: Nos tratam como vilões”

19/10/2010 09:00

Mato Grosso possuiu mais de 110 mil propriedades rurais voltadas para a produção de gado, gerando mais de 40 mil de empregos diretos. Em 2009 foram abatidas mais de 4 milhões de cabeças de gado representando um faturamento R$ 4,2 bilhões, segundo informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária. Apesar dos números relevantes, os pecuaristas se queixam do tratamento que vem sendo dispensado a eles pelas autoridades governamentais em todos os níveis. “Hoje nos tratam  como um grande vilão o que não é justo”, desabafa o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso, Mário Candia.

Cândia lembra que muitas cidades de Mato Grosso “nasceram das patas do boi” e cita como exemplo as cidades da região do Pantanal. “ão são poucos os produtores que dedicaram grande parte da sua vida à criação de novos municípios, atendendo a um chamado do Governo Federal de que pedia a integração nacional com a ocupação de novas fronteiras econômicas e eles aceitaram o desafio” – frisou.

 O pecuarista mato-grossense é atualmente responsável pelo maior rebanho do país, com mais de 27 milhões de cabeças e contribuem para que o Brasil seja o segundo maior exportador de carne do mundo. “O maior rebanho bovino foi formado pelo pecuarista com responsabilidade social e ambiental, pois os números demonstram que o produtor investiu pesado em genética, obtendo resultados na produtividade que evitaram a abertura de mais de 6 milhões de hectares de novas áreas de pastagem”, falou o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari.

Em 1996, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Mato Grosso possuía 15.573.095 milhões de cabeças bovinas e em 2008 esse número subiu para 25.933.204 milhões, um percentual de crescimento de 66%. Essa evolução do rebanho refletiu em 18% apenas no aumento da área total de pastagem que em 1996 era de 21.741.532 milhões de hectares para 25.778.796 milhões em 2008, segundo levantamento feito pela empresa SSBR (Synoptika Solutions Brasil).

A taxa de lotação (cabeça/hec) aumentou 38%, passando de 0,78 para 1,01 cabeça por hectare. Os ganhos em produtividade da pecuária evitaram o desmatamento de 6,62 milhões de hectares. Além disso, 64% do território mato-grossense estão preservados com área de remanescente florestal, unidades de conservação e terra indígena.

O pecuarista enfrenta ainda outros desafios que afetam sua atividade: as campanhas publicitárias do Ministério Público Federal e das Ongs contra o setor e o calote de mais de R$ 200 milhões das indústrias frigorificas. “O pecuarista se dedica em demasia aos assuntos da porteira para fora de sua propriedade, pois são muitas as questões jurídicas, tanto ambientais como comerciais e a quebradeira generalizada dos frigoríficos que tiraram muito capital de giro do produtor”, explica Vacari.

Com o slogan “Nossa união produz grandes resultados”, a campanha será realizada de 18 a 24 de outubro e tem como objetivo ressaltar o trabalho do pecuarista e o impacto da atividade no desenvolvimento de Mato Grosso.

Diante da importância socioeconômica e ambiental do setor pecuário a Acrimat tem desenvolvido diversas ações para auxiliar o produtor. “A campanha que estamos lançando é para dizer aos pecuaristas que eles não estão sozinhos e que existe uma instituição que os representa e busca soluções para os diversos assuntos que afligem o setor”, comenta o presidente da Acrimat, Mario Candia.

A campanha vai contar com reuniões do setor nas oito regiões pólos que a Acrimat através de seus representantes (Centro Sul, Nordeste, Oeste, Norte, Médio Norte, Sudeste, Arinos, Noroeste).

Fonte: 24 Horas News


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