Prefeita teme atentado de rivais e pede proteção policial ao Estado

24/03/2011 22:50

 

A prefeita de Nova Nazaré (a 780 quilômetros de Cuiabá), Railda de Fátima Alves (PPS), vai solicitar nesta sexta-feira (24) a Secretaria de Segurança Pública do Estado proteção policial para ela e a família. Railda teme sofrer atentado em função da briga política entre o seu grupo e de oposição da cidade, que possui 3.100 habitantes.

Pela primeira vez, a prefeita decidiu falar sobre as ameaças já ouvidas, porém, preferiu não declinar nomes. “As ameaças são para mim e meu esposo, Adercino Xavier de Carvalho”, contou.

A prefeita informou que encaminhará ofício diretamente ao secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado, pedindo proteção policial o mais cedo possível e enviará ofício ao governador Silval Barbosa (PMDB) e ao presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP), relatando as pressões que vêm sofrendo na cidade. Para evitar emboscada, a socialista confessou que anda sempre acompanhada por "amigos".

 

Ela relatou ainda que o clima político "esquentou" desde junho de 2010 e acirrou neste mês de março com um movimento contra a corrupção, segundo a prefeita, organizado pela oposição. No dia 10 de março, houve um cortejo pela cidade levando um caixão simbolizando a corrupção, entretanto, e, ao final, deixado em frente à prefeitura.

O grupo rival é formado pelo ex-prefeito Pedro Aureliano Rocha, conhecido como Quati (PSB), vereador João Teodoro Filho (PSDB) e a ex-secretária de Saúde do município Geroni Bueno de Camargo (PSDB), que supostamente estariam aliados ao vice-prefeito Reginaldo Martins Del Cole (PP) com intuito de desestabilizar a sua administração para tirá-la do cargo.

A Câmara Municipal instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades, mas, de acordo com a prefeita, nada foi provado contra a sua gestão. Em entrevista ao Água Boa News, o vereador João Teodoro Filho (PSDB) negou a existência de um complô e manteve suas acusações à administração, enumerando uma série de fatos.

Em junho de 2010, a administração da socialista passou por uma investigação minuciosa do Ministério Público Estadual (MPE) da comarca de Água Boa com apoio do GAECO - Grupo de Combate ao Crime Organizado (GAECO), quando também não foram identificadas falhas, conforme a gestora.

Fonte:Olhar Direto


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