Prefeito "abandona" cidade

06/02/2011 22:34

Laura Nabuco

Marcelo Ribeiro   Os moradores de Barão de Melgaço parecem estar sem representante no Executivo. O prefeito Marcelo Ribeiro Alves (PP), marido da ex-deputada Chica Nunes, é acusado pelos vereadores Francisco Evangelista Neto, o Nenê Evangelista (PV), e Lenierson Gonçalves, o Nelsinho (PT), de passar dias sem aparecer na cidade, deixando a administração municipal "às moscas". O abandono, de acordo com os parlamentares, se reflete nos serviços públicos prestados à população.

   Mas apesar de pontuarem que o município tem sofrido com o excesso de buracos nas ruas, falta de sinalização no trânsito e com a demora no atendimento no posto de saúde, que conta com apenas um médico, os vereadores se concentram em reclamar, principalmente, da má conservação do mini-estádio e do ginásio de esportes da cidade. Segundo eles, enquanto o campo de futebol está sendo tomado pelo matagal e tem esterco de animais espalhado por todo lado, o ginásio sofre com a falta de iluminação e até mesmo com um cavalo, que apareceu no local e hoje "mora" por lá.

   Eles contam ainda que depois do último jogo que foi realizado na cidade, os jogadores que moravam em Cuiabá tiveram que voltar para casa sem tomar banho, já que no local não havia água. Nelsinho reclama também que depois que Marcelo tomou posse resolveu acabar com o único campeonato de futebol que era realizado na cidade. De acordo com o vereador, o Campeonato Pantaneiro era uma tradição que existia há mais de 30 anos e foi extinto assim que o progressista passou a comandar o Executivo.

   Nelsinho e Nenê formam, junto com os vereadores Milton Paulo da Silva (PR) e Rosalvo Taborelli da Silva Filho (PMDB), o grupo que faz oposição ao prefeito. Outros cinco parlamentares compõem a Câmara e fazem parte da base governista.

   Marcelo foi eleito em 2008 com 2.098 votos. Em maio de 2009 o prefeito foi acusado pela Justiça Eleitoral de abuso de poder político e econômico e correu o risco de ter o seu mandato cassado. Ele foi um dos envolvidos no suposto esquema de venda de sentenças, que resultou no afastamento do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Evandro Stábile, e de Eduardo Jacob, ex-membro do TRE. Marcelo teria dado propina para não ser afastado de suas funções à frente da prefeitura. O caso ainda é investigado e corre sob sigilo.

Fonte:RDNews


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