Prefeitos do Araguaia querem liberação de licenças ambientais para Laticínios

20/03/2011 21:18

 

Os prefeitos da região norte do Araguaia saíram satisfeitos da segunda rodada de reuniões sobre a liberação de licenças ambientais para os laticínios de Bom Jesus do Araguaia e Alto Boa Vista. A pedido do presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP), a reunião foi no Palácio Paiaguás, com o governador Silval Barbosa (PMDB).

“O governador foi sensível com a classe produtora e fará o levantamento da situação para buscar o entendimento e impedir que os laticínios fechem”, disse Riva, que também se reuniu com os prefeitos  na quarta-feira (16). Ele lembrou que a paralisação das atividades pode provocar um grande impacto econômico e social, pois os pequenos produtores vivem dos laticínios da região.

“O governador já conversou com o secretário de Meio Ambiente (Alexander Maia) e nos garantiu agilidade para resolver o impasse”, comemorou o prefeito de Bom Jesus do Araguaia, Aloísio Irineu Jakobi (DEM). Ele explicou que pediu o intermédio da Assembleia para impedir que o Laticínio Cássio Nei continue embargado por falta de licença ambiental. Localizado na Gleba Macife, a área esbarra na falta de regularização fundiária, um dos principais fatores para a suspensão das atividades...

O empreendimento, contudo, representa aproximadamente 20% da economia da cidade. “Se continuar embargado o laticínio e as áreas da reserva indígena, o município ficará sem condições para trabalhar. O laticínio é a única fonte de renda para 380 famílias que vivem da venda do leite. Elas aguardam há quase 20 anos pela regularização da terra, como poderiam viver sem produzir?”, questionou Jakoby.

A mesma insegurança acontece com os 5,5 mil habitantes de Alto Boa Vista. Mesmo sem mensurar o tamanho do impacto econômico, o prefeito Aldecídes Milhomem de Cerqueira (DEM) alerta para o grande número de famílias que ficarão desempregadas caso o Laticínio Alto Boa Vista, já notificado, também seja embargado. Lá, o impasse existe porque parte do território municipal, ocupado por litígio, pertence a Reserva Indígena Marãiwatsede.

“Essa é uma parcela importante para o Araguaia, que é uma região pobre e precisa dessa produção para impulsionar a economia. Sem esse laticínio pelo menos 200 famílias ficarão desempregadas”, afirmou.

Além desses municípios, o impacto econômico afeta também as cidades de Querência, Ribeirão Cascalheira, São Felix do Araguaia, Canabrava do Norte, Porto Alegre do Norte, Serra Nova Dourada e Novo Santo Antônio.

“Os embargados atingem metade da produção dos laticínios. Por isso, pedimos às autoridades que intercedam para que a bacia leiteira não seja inviabilizada”, ressaltou Fernando Gergen, presidente da Associação dos Municípios Mato-grossenses do Norte do Araguaia, que tem 20 cidades associadas.

Fonte:AguaBoaNews


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