Quadrilha "chefiada" de dentro do Detran vendia CNHs falsas por até R$ 2,6 mil

28/04/2011 08:26

Confirmado. A Polícia de Jaciara (Sul, 150 quilômetros de Cuiabá), prendeu João Vitor Oliveira Nunes, de 29 anos, gerente do Departamento Estadual de Trânsito do Mato Grosso (Detran-MT). Nunes é apontado como um dos líderes de uma organização criminosa especialisada em falsificação de Carteiras Nacional de Habilitação (CNHs), vendidas de dentro do Detran em valores que variam entre R$ 1,7 mil e R$ 2,6 mil. A prisão aconteceu em Cuiabá após um mandado temporário de cinco dias expedido pela juíza da 1ª Vara Criminal de Jaciara, Melissa de Lima Araújo.  Nunes, no entanto,  foi colocado em liberdade no sábado (23), mas agora está como foragido devido a Justiça ter decretado sua prisão preventiva.

Além de Nunes, o delegado de Jaciara, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, também prendeu Ramão Ederson Cacho, cuja prisão aconteceu cinco dias antes da prisão de Nunes, detido no último dia 19 deste mês. Os dois seriam os cabeças de uma organização apontada pela Polícia como especialista em falsificação de Carteiras Nacional de Habilitação (CNHs).

As investigações, segundo a Polícia Civil resultaram na “Operação Contramão”, desencadeada no dia 08 deste mês de abril  pelo delegado Vitor Hugo, de Jaciara. Além de João Vitor e Ramão, também foram presos pela Operação Contramão Odilon Eustáquio Machado Filho, o “Dilon”, de 31 anos, Jéferson Alessandro Silva de Arruda, o “Japão”, de 29 anos. Os dois acusados, segundo a Polícia, são  proprietários de auto-escolas em Jaciara e São Pedro da Cipa, respectivamente.

Também foram presos, segundo a Polícia, ; Ricardo Lazararotto, o “Boquinha”, de 26 anos, dono de um lava jato, e Leilane Kellin Martelini, de 22 anos, acusados como integrantes da quadrilha que atuava em Rondonópolis e cidades da região Sul do Estado.

 Dilon, Japão, Boquinha e Leilane seriam  responsáveis por “arrumar” os compradores, que pagavam entre R$ 1.7 mil  para categoria AB e R$ 2.6 mil para categoria AD. Depois do “negócio” fechado, eles encaminhavam as documentações pessoais dos “clientes” para Ramão Ederson, a quem caberia fazer as impressões das CNHs falsas.

As CNHs seriam impressas em cédulas verdadeiras (fornecidas ao Detran/MT pela Casa da Moeda) e é ai que entrava João Vitor, pois era ele quem fornecia os papéis para Ramão. A polícia ainda não descobriu como o funcionário do público conseguia as cédulas, razão pela qual existe a suspeita de que pode haver outros servidores do órgão envolvidos no esquema.

Em princípio, os acusados teriam dito que a cédulas eram fruto de reaproveitamento de CNHs vencidas que deveriam ser inutilizadas pelo Detran. Esses documentos acabavam sendo desviados por João Vitor, que conseguia “limpar” os dados impressos e deixar as CNHs prontas para nova impressão, versão esta que não teria convencido a polícia.

Como principais líderes da organização, Nunes  Ramão ficariam com cerca de 60% do valor da venda das CNHs e ao contrário dos demais presos, que foram liberados após cumprirem o prazo de prisão temporária, ambos tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça. Ramão continua preso, e Nunes está foragido.   

A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou agora a pouco, que a Polícia não divulgou as prisões devido o sigilo nas investigações que ainda continuam em andamento. Além do que, o caso também está em segredo de Justiça.

Fonte:24HorasNews


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