Setor produtivo de MT anuncia movimento em massa

20/05/2011 08:27

Acordo firmado ontem na Câmara Federal, que prevê a votação do novo Código Florestal (PL 1876/99) na próxima terça-feira (24), gerou reação do setor produtivo em Mato Grosso.

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Prado, anunciou a deflagração de movimento em massa, através de manifestações na maioria dos municípios e por meio da mídia, numa campanha que visa arregimentar apoio e garantir pressão suficiente para aprovação do texto. A partir de hoje, sindicatos e representantes da classe serão convidados a unir forças na luta pela validação da proposta.

A campanha desta vez será centralizada no Estado. Rui entende que os resultados da manifestação serão melhores se realizados de forma coesa e intensa. A ideia também soa como resposta ao esquema de segurança implementado no Congresso para atenuar o clima acalorado, em razão do enfrentamento entre o setor produtivo e o ambiental.

O desenho do texto que poderá passar pelo crivo do Congresso não agradou prontamente os setores, mas existe compreensão sobre os esforços de parlamentares para garantir abertura no modelo rígido proposto pelo governo federal. O presidente da Famato lembrou que itens como "averbação da reserva legal" não foram totalmente contemplados, mas demonstrou otimismo sobre aval a ser dado para outros pontos pleiteados, como em relação as áreas produtivas em Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Em Mato Grosso a mobilização começa a ser lançada paralelamente aos trabalhos realizados pela Famato para evitar desmatamentos ilegais. A classe produtiva também comemora a possibilidade de conseguir dar prosseguimento as atividades tendo "referência" e parâmetros legais. Alvo de críticas de representantes da área ambiental, segmentos produtivos reclamam dos reflexos do atual cenário que coloca o produtor, em algumas situações, como "alvo" de órgãos como o Ibama além de operações a cargo da Polícia Federal.

Líder ruralista da bancada federal, o deputado Homero Pereira (PR) considerou o acordo vantajoso, mesmo admitindo abertura para alguns itens. Existe preocupação sobre a garantia da produção em áreas das APP"s, como é o caso do Pantanal mato-grossense. O desenvolvimento da pecuária na região pantaneira, por exemplo, poderá ser restrita caso seja aprovado texto que segue os preceitos do setor ambiental.

Coordenador da bancada federal, o deputado Wellington Fagundes (PR) chamou ainda a atenção para a necessidade de regulamentação do assunto. Reiterou ainda que a matéria precisa estar dos "dois lados", se referindo a importância de contemplação de itens do setor produtivo e ainda da área ambiental.

Fonte:Plantão News


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