A arma que poderá acabar com o mundo

14/09/2011 08:29
 
Fonte:Noticiando

 

Dez anos após sofrer os ataques de 11 de setembro, os Estados Unidos já têm armas para manipular a natureza e, assim, destruir inimigos. Se você acha que isso é ficção científica, se enganou. Embora pareça absurdo, o projeto Haarp – sigla para The High Frequency Active Auroral Research Program ou Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência, em português –, controlado pela Força Aérea dos Estados Unidos e pela Marinha de Guerra, tem essa capacidade. A manipulação do clima chegou ao extremo e coloca em risco a sobrevivência da humanidade.


O Haarp é bastante polêmico e obscuro. Com sede no estado norte-americano do Alasca, o projeto, que existe desde 1990, tem como objetivo oficial ampliar o conhecimento sobre as propriedades físicas e elétricas da ionosfera terrestre. A ionosfera é a parte mais externa da atmosfera, que reflete vários tipos de sinais. Com essa manipulação das ondas de baixa frequência na ionosfera, seria possível, segundo o governo norte-americano, melhorar o funcionamento de vários sistemas de comunicação e navegação, tanto civis quanto militares. Essa justificativa não convence muitos especialistas, que acreditam que o Haarp pode se tornar uma arma de destruição em massa.


Luiz Fernando de Mattos, pesquisador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe), explica que a manipulação feita pelo Haarp na ionosfera pode afetar o tempo e o clima de todo o planeta. ``Eu não sei dizer se o Haarp pode gerar terremotos. Mas mudanças, como secas e inundações em outras regiões, sim´´, afirma. Segundo Mattos, a América do Sul possui uma anomalia magnética na parte da ionosfera que cobre o continente. ``Para afetar o clima daqui, o Haarp teria que funcionar a pleno vapor, o que é complicado. Por isso, podemos dizer que a América do Sul está protegida quanto aos efeitos do projeto´´, completa. Estudos relacionados à manipulação da ionosfera por ondas de rádio não são novos: o inventor sérvio Nikola Tesla fez as primeiras experiências em 1899 e foi o gênio inspirador de Dennis Papadopoulos, o físico que dirigiu a construção do Haarp nos Estados Unidos. No início dos anos 1960, a antiga União Soviética construiu uma parede de antenas com o objetivo de usá-la como arma na Guerra Fria – e de fato usou contra submarinos 
norte-americanos.


Quanto a uma possível guerra climática, onde países usariam a tecnologia para causar inundações e secas em outras nações, em busca de maior poder econômico, o pesquisador destaca que esse tipo de acontecimento já ocorre há 60 anos e que a Organização das Nações Unidas (ONU) condena a prática. Mattos cita um artigo publicado em julho de 2010 no site Global Research, organização de pesquisa independente com sede no Canadá, para destacar a manipulação do clima com fins militares: ``Em um simpósio internacional realizado em maio de 2010 em Ghent, na Bélgica, cientistas afirmaram que ‘a manipulação do clima por meio da modificação das nuvens não é nenhuma brincadeira, nem teoria da conspiração´. É um fato `totalmente operacional´, com uma sólida história de 60 anos. Apesar de a modificação `hostil´ ambiental ter sido proibida pela Convenção das Nações Unidas em 1978, o seu uso `amigável´ hoje está sendo saudado como o novo salvador frente às alterações climáticas e à escassez de água e alimentos. O complexo militar-industrial está preparado para capitalizar e controlar o clima do mundo´´, diz o artigo.


Para o engenheiro elétrico norte-americano Brooks Agnew, especialista em ondas de baixa frequência, como as do Haarp, é de conhecimento geral que o projeto pode modificar zonas de pressão, com a manipulação da ionosfera, e, assim, controlar as chuvas de um determinado local. ``Eu não duvido que o Haarp possa ser usado como manipulador de clima. Faz mais de 20 anos que estudo ondas de baixa frequência e sabemos que, em se tratando de ressonância, essas ondas podem movimentar as placas tectônicas abaixo da terra e causar grandes terremotos´´, explica o cientista.


``Uma vez, fazendo uma experiência próximo a Portland, no Oregon (EUA), ligamos transmissores dessas frequências e imediatamente a terra começou a tremer. Isso pode acontecer; o que não pode acontecer são as pessoas utilizarem esta tecnologia para ameaçar nações, ou durante uma guerra´´, completa.



 


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