30 fugitivos atuaram como "figurantes" para quadrilha escapar

02/09/2012 11:33

 

Objetivo era libertar assaltantes do "novo cangaço"; os outros serviram como barreira

 

Thiago Bergamasco/MidiaNews

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O delegado Gianmarco Pacolla suspeita que 30 detentos teriam atuado como "figurantes" na fuga

Fonte:Midia News
 

A fuga em massa da PCE (Penitenciária Central do Estado), ocorrida na madrugada do dia 20 de agosto, teria como objetivo a libertação de apenas cinco presos – quatro deles pertencentes a uma quadrilha de assalto a banco da modalidade “novo cangaço” (quando funcionários ou clientes de bancos são feitos escudos humanos). 

Os outros 30 detentos que escaparam teriam sido contratados para servir como uma espécie de barreira humana, que impediria os agentes prisionais de atirarem. É o que indicam as investigações realizadas pela GCCO (Gerência de Combate ao Crime Organizado).

Os policiais encontraram uma lista que estava numa das celas dos fugitivos, com o nome dos presos e um sinal de “certo”. A suspeita é que se trata de uma lista de pagamento para os detentos que serviram como barreira.

Há informações de que a fuga custou R$ 500 mil, valor que englobaria a propina para facilitação da fuga e também o apoio logístico, incluindo o avião utilizado. 

Plano de fuga

O plano de fuga teria sido discutido dias antes na casa da bacharel em direito Giovanna dos Santos Correa, em um bairro de classe média próxima à penitenciária, e previa a sincronia entre o tempo da fuga das celas do raio 3 com a explosão de parte do muro. Assim que o muro fosse pelos ares, os 35 presos já deveriam estar perto o suficiente para escapar.

Segundo o delegado Gianmarco Pacolla Capoani, responsável pelas investigações, as imagens do circuito interno mostram como os presos fugiram das celas. “As gravações mostram de forma clara que os presos fugiram de uma vez, no esquema chamado de ‘cavalo louco’, correndo em direção ao muro”, disse. 

Os detentos escalaram a cerca da quadra e, assim que houve a explosão, eles já estavam próximos ao muro e fugiram para a rua. Do lado de fora, dois jovens chegaram de bicicleta, instalaram o explosivo e, em seguida, pegaram carona em um carro que passou. Segundos depois, o muro explodiu. Os presos escaparam e oito veículos, sendo três automóveis e cinco motocicletas, ajudaram na fuga.

O delegado adiantou que, de acordo com as investigações, ao menos 20 pessoas estão envolvidas com o planejamento e execução da fuga, incluindo os quatro presos da quadrilha do novo cangaço. “Falta agora saber se houve facilitação ou não e de que forma (culposa ou dolosa)”, informou.

Habeas corpus

A bacharel Giovanna dos Santos Correa, presa sob acusação de facilitação de fuga, teve a prisão em flagrante revogada por um habeas corpus. Seus advogados conseguiram também tornar sem efeito a prisão domiciliar decretada após a prisão. 

Além dela, mais duas mulheres e um homem foram presos suspeitos dos crimes de facilitação de fuga, formação de quadrilha e porte ilegal de arma de uso restrito (armamento pesado). A prisão dos quatro ocorreu na sexta-feira (24) à tarde, e todos permanecem em celas comuns.


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