300 petistas aderem a Mauro Mendes

18/10/2012 09:37

Militantes argumentaram que não declararam apoio ao candidato socialista por acreditar haver mudança na campanha de Lúdio Cabral no segundo turno 

 

Guilherme Silveira/DC
Presidente municipal do PT, Vilson Aguiar (primeiro da direita) destacou que Lúdio foi incoerente com os apoios que possui, antes criticados por ele

Escrito:Por KAMILA ARRUDA          Fonte:Diário de Cuiabá
Tachando o vereador Lúdio Cabral (PT) de “traidor”, cerca de 300 militantes do Partido dos Trabalhadores, entre eles integrantes históricos, se desfilaram da legenda e declararam apoio à candidatura do empresário Mauro Mendes (PSB) a prefeito de Cuiabá.

Para o grupo, caso o candidato petista seja eleito no próximo dia 28, ele será um “verdadeiro fantoche” de seus apoiadores - ex-secretário Eder Moraes (PR), presidente da Assembleia, José Riva (PSD), e deputado federal Carlos Bezerra (PMDB). 

“Lúdio dizia que tínhamos que acabar com os cânceres da política mato-grossense, como Eder Moraes, Carlos Bezerra e José Riva. E, agora, estão todos de braços dados. Se o PT vencer, não será governo, será uma marionete na prefeitura”, disparou o presidente do diretório municipal, Vilson Aguiar. 

De acordo com ele, a decisão de apoiar Mauro não foi tomada no primeiro turno por acreditar que a campanha do candidato petista tomaria outro rumo neste segundo turno. Jairo Rocha, membro da Executiva estadual da legenda, afirma que outro fato que pesou na decisão foi à aliança com o PMDB. 

Ele lembra que, antes na união, Lúdio repudiava o modelo adotado pelo governo do Estado para a saúde pública e, agora, caminha junto com o governador Silval Barbosa (PMDB). 

Para o militante, com a coligação, o candidato petista se tornou um vereador “omisso”, principalmente no que se refere à saúde pública. “Veio a aliança com o PMDB e hoje ele é o vereador mais omisso da Câmara. Depois de trair seus companheiros, Lúdio se mostrou facilmente dominado por Eder Moraes, Riva, Bezerra e outros. Nomearam o deputado Alexandre César como coordenador, mas quem manda mesmo é o Eder e nós não aceitamos ser cúmplices disso”, relatou Jairo Rocha. 

Outra alegação dos petistas é solidariedade com a ex-senadora Serys Slhessarenko (PT). Segundo Jairo, em reunião realizada em maio deste ano, o vereador solicitou apoio ao seu projeto eleitoral, bem como a candidatura do juiz federal Julier Sebastião para o governo do Estado em 2014. Entretanto, impôs que a ex-senadora ficasse de fora das discussões eleitorais, alegando que ela não teria mais espaço na política. Serys, contudo, ainda não se posicionou oficialmente. 

“Nós não íamos concordar com este tipo de acordo, porque entendemos que lugar de mulheres é na política. Não íamos deixar Serys ser fuzilada por companheiros do partido. Nós queremos mulheres da política, diferentemente de Lúdio e Carlos Abicalil [ex-deputado federal], que acham que lugar de mulher não é na política. Se existisse uma Lei Maria da Penha na legislação eleitoral, Abicalil, Alexandre César e o Lúdio teriam que ser presos”, expôs Jairo. 

Rebateu - Lúdio, entretanto, afirma que esta debandada não abala sua campanha, uma vez que este grupo nunca aderiu à sua candidatura. “Esta turma não está na nossa campanha e não é nenhuma novidade, e isto não interfere no processo eleitoral, já que não estavam com a gente desde o primeiro turno”, disse em nota. 


Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Centenas de templates
  • Todo em português

Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também!