Agentes e escrivães querem eleição para chefe da Polícia

12/03/2012 08:02

 

Hoje, escolha é feito em uma lista com três nomes enviada ao governador

 

MidiaNews

Delegado Paulo Vilela, que foi afastado pela Justiça Federal do comando da Polícia Civil

Fonte:mídia News
 

Um grupo de policiais civis e escrivães lançou um manifesto defendendo eleições para o cargo de diretor-geral de Polícia Civil, que está sendo ocupado pelo diretor-adjunto Sebastião Finotto. O diretor-geral, Paulo Rubens Vilela, está afastado pela Justiça Federal, desde o dia 31 de janeiro deste ano.

Segundo os policiais, a Lei Orgânica da Polícia Civil prevê eleições para o novo diretor, diante da vacância de 10 dias. Será levada uma lista tríplice ao governador, que escolherá o novo diretor. Nessa lista, votam somente os delegados – escrivães e agentes ficam de fora, conforme a Lei Orgânica, reformulada em 2010.

Os policiais alegam que a Administração Superior de Polícia ainda não se pronunciou sobre o caso e também não marcou novas eleições. No entendimento dos policiais, Sebastião Finotto está no cargo ilegalmente.

A Diretoria de Polícia Civil informou que Paulo Vilela está afastado judicialmente e isso não caracteriza vacância. Nesse tempo de afastamento, ele poderá recorrer da decisão e seus advogados conseguiram uma vitória parcial.

Na semana passa, a Justiça Federal revogou o afastamento de Paulo Vilela, mas a decisão do juiz da 5ª Vara Federal, Fábio Henrique Rodrigues de Moraes Fiorenza, mantém o afastamento da direção geral da Polícia. Com isso, ele só poderá voltar ao trabalho como delegado, não como diretor.

Em sua decisão, o magistrado federal indeferiu o pedido da defesa, que pedia o retorno de Paulo Vilela a direção da Polícia Civil. O afastamento foi determinado desde o dia 31 de janeiro, quando o mesmo juiz aceitou o pedido do Ministério Público Federal (MPF), que ofereceu denúncia contra o diretor-geral pelos crimes de improbidade administrativa.

De acordo com a denúncia do MPF, Vilela é acusado de ter interferido em uma investigação da Polícia de um suposto crime de compra de votos, ocorrido no município de Campo Verde (131 km ao sul da Capital), nas eleições de 2010. 

Ele acabou pedindo a transferência do inquérito para a diretoria, ficando como responsável pelas investigações. Para o MPF, a intenção do delegado seria de proteger o candidato acusado.

 

 


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