América Latina deve respeitar direitos das mulheres, diz ONG

30/09/2011 09:11

Fonte:O Documento

A Anistia Internacional (AI) da Argentina reiterou a necessidade de que os governos da América Latina promovam "com urgência" planos concretos que "assegurem o acesso aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres".

A reivindicação foi feita durante o Dia pela descriminalização do aborto na América Latina e no Caribe, que foi celebrado com marchas em dezenas de cidades do continente.

Segundo a organização, é "vergonhoso" que na região onde a maioria dos países são signatários da Convenção de Belém do Pará --que prevê a prevenção, sanção e erradicação da violência contra a mulher-- o Estado as obrigue a dar continuidade à gestação mesmo em casos de abuso.

Para a AI, forçar uma mulher violentada a continuar com uma gravidez é uma atitude "cruel, inumana e degradante", sendo que algumas delas chegam a tentar se suicidar ou tomam "medidas desesperadas" como um aborto auto induzido.

"E assim como centenas de abortos ilegais e inseguros ocorrem todos os dias, mulheres e garotas sofrem sérias consequências que, inclusive, podem causar a perda de suas vidas", concluiu a ONG por meio de um comunicado.

Dados de uma pesquisa da Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais (Flacso) divulgados neste ano apontam que oito entre cada dez mulheres de Brasil, Chile, México e Nicarágua acreditam que o aborto é um problema grave e deveria ser tratado como um assunto de saúde pública em seus respectivos países.


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