Ansiedade e depressão atingem idosos

15/09/2012 12:58

Psicóloga afirma que 40% dos pacientes são pessoas com mais de 65 anos e que a situação é caso de saúde pública

 

Quem participa dos grupos da terceira idade sofre menos com doenças e vive mais

Escrito:JOANICE DE DEUS Fonte:Diario de Cuiabá
Quadros de transtorno de ansiedade e depressão são comuns em idosos e trazem reflexos diretos na qualidade de vida e na saúde. Para especialistas da área de psicologia o problema é uma questão de saúde pública. 

“São sentimentos que refletem com o passar dos tempos, mas dependem da questão química do corpo”, frisou a psicóloga Marina Muller de Abreu Lima especialista em terapia holística (do grego holos, que significa totalidade). 

Segundo Marina Muller, cerca de 40% dos pacientes atendidos em seu consultórios são idosos. “Na vida holística cada um de nós é um ser singular o que torna as causas são diversas e com reflexos no físico, mental e espiritual. Quando há um equilíbrio, os sintomas desaparecem”, disse. Assim, o tratamento é integral envolvendo corpo, mente e o espírito. 

Depois que começou a participar das atividades ofertadas pelo Centro de Convivência Padre Firmo Duarte, em Cuiabá, a estima do aposentado Euzébio José da Conceição, 66 anos, melhorou e muito. “Antes eu só ficava dentro de casa deprimido, não falava com ninguém e não queria sair de casa”, lembra. 

Dormir também era um problema para ele. “Tomava remédio”, disse. Há cerca de nove meses, Euzébio Duarte faz parte do grupo de 814 cadastrados no Centro de Convivência Padre Firmo. “Hoje, mudou bastante. Estou 100% melhor”, disse destacando algumas atividades que desenvolve na unidade. Entre elas, dança e aulas de alfabetização. 

As atividades também fizeram bem para aposentada Clodomira Lemos, 72 anos. “Eu sempre fui uma pessoa bastante alegre e descontraída. Mas costumava ficar muito em casa, sozinha. Agora, estou sempre acompanhada de amigos”, disse Clodomira que participa do Grupo de Dança da Melhor Idade Compasso’s. 

Gerente do Centro de Convivência Padre Firmo, Sonia Zanella, destaca que o convívio ou troca de experiência com outras pessoas traz bons resultados. “A maioria (dos idosos) quando procura é porque está sozinha. Após, eles começam a se interagir, trocam experiência, o que ajuda muito. Há um resgate da auto-estima e adoecem menos”, destacou. 

Conforme especialista, a depressão e os transtornos de ansiedade exercem um impacto negativo na qualidade de vida dos idosos com consequências diretas na saúde, uma vez que estão associados a um maior número de doenças, como diabetes e hipertensão. 

Entre os motivos, a solidão, causada muitas vezes pela morte do cônjuge, filho ou amigo, além do medo de morrer e das questões financeiras após uma vida toda dedicada ao trabalho, tem levado esse grupo de pessoas aos consultórios de psicologia e psiquiatria. 


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