Assaltantes de bancos são condenados a até 40 anos

23/09/2012 10:41

 

Com armas pesadas, bandidos invadiram agências e fizeram clientes de reféns

 

Divulgação

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Um dos alvos foi a agência do BB de Campo Novo, no Noroeste de MT

Escrito:Por KATIANA PEREIRA
Fonte:Midia News

A Justiça condenou oito integrantes de uma quadrilha especializada em roubos a bancos na modalidade “Novo Cangaço” – quando os ladrões chegam atirando com armas de grosso calibre e utilizam pessoas de escudo humano. 

As condenações, proferidas pelo juiz José Arimatéa Neves Costa, da Vara Especializada Contra o Crime Organizado, variam de cinco a 40 anos. 

O maior assalto praticado do bando ocorreu em agosto do ano passado, quando invadiram a agência do Banco do Brasil, em Campo Novo do Parecis (396 km a Noroeste de Cuiabá), e levaram mais de R$ 1 milhão.

Os sentenciados não fazem parte do bando que incluem os quatro assaltantes que escaparam da Penitenciária Central do Estado, durante uma fuga em massa, na madrugada do dia 20 do mês passado.

A pena maior coube a Alberone Rodrigues Pereira Junior, condenado a 40 anos e cinco meses. Na sequência, Paulo Sérgio Alves de Souza foi sentenciado a 36 anos e três meses. Para Luiz Antônio Alves de Souza coube a pena de 21 anos e 10 meses.

A lista se completa com Carlos Eduardo Sobrinho, condenado a 33 anos e oito meses de prisão e cinco de de detenção. Ele utilizava os nomes falsos de Anderson Golçalves Soares e André Luiz da Silva.

Uma pena alta foi dada a Jelso Bazzo Júnior: 29 anos e 3 meses de cadeia e 3 meses de detenção. Evódio Alves de Souza pegou 17 anos e oito meses. Francisco Hélio Bezerra Feitosa foi condenado a sete anos de prisão. 

A pena menor coube a Clodoaldo Pedro Barbosa – cinco anos e seis meses pelos crimes de falsidade documental e formação de quadrilha armada.

Conforme a sentença do juiz José de Arimatéia, entre os crimes pelos quais os réus foram condenados estão: roubo qualificado, tentativa de latrocínio, formação de quadrilha armada, lesão corporal culposa, falsidade documental, porte e posse de arma de fogo de uso restrito e permitido, além de receptação qualificada. 

Eles cumprirão pena na Penitenciária Central, no bairro Paschoal Ramos, em Cuiabá, onde estão presos.

Os assaltos

O bando esteve envolvido na tentativa de assalto na agência do Banco do Brasil de Paranatinga (373 km ao Sul da Capital), em julho de 2011. 

Na ocasião, um dos ladrões, chegou a ser preso pela Polícia Militar e foi resgatado por seus cúmplices, mas seus documentos pessoais ficaram em poder dos policiais, o que facilitou na sua identificação e e dos demais assaltantes.

As investigações apontam a participação da quadrilha no ataque do caixa eletrônico do Banco Bradesco, de Rosário Oeste (124 km ao Norte), em julho, bem como pelo roubo do Banco do Brasil que aterrorizou o Município de Campo Novo dos Parecis, no dia 30 de agosto, do ano passado, de onde foi levado cerca de R$ 1 milhão e várias pessoas foram feitas de escudo humano para garantir a fuga.

As prisões dos bandidos ocorreram neste ano, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Nobres. 

Na época, em poder dos criminosos, foram encontradas munições de uso restrito, calibre 762; e uma picape Fiat Strada adaptada para o transporte de fuzil e grande quantidade em dinheiro.

Condenações

Alberone Rodrigues Pereira Junior:  40 anos e 5 meses de prisão pelos crimes de tentativa de latrocínio, roubo qualificado, lesão corporal, falsificação de documentos, porte de arma de uso restrito e formação de quadrilha armada. Utiliza os nomes falsos de Jonas Ribeiro da Costa Filho e Joacy Gomes Barbosa. É fugitivo da Justiça de Recife acusado de explodir um muro de um presídio na região.

Paulo Sérgio Alves de Souza: 36 anos e 3 meses de reclusão pelos crimes de roubo qualificado, tentativa de latrocínio, lesão corporal, tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e formação de quadrilha armada.

Luiz Antônio Alves de Souza: 21 anos e 8 meses de reclusão e 2 meses de detenção pelos crimes de roubo qualificado, tentativa de latrocínio, lesão corporal culposa, formação de quadrilha armada. Utilizava os nomes falsos de Paulo Henrique Alves e Jean Capistrano Dias. Em Pernambuco de onde é fugitivo da Justiça, usa o apelido de Tony da Maconha, foi condenado por tráfico de drogas e falsidade documental.

Carlos Eduardo Sobrinho: 33 anos e 8 meses de reclusão e 5 meses de detenção. Utiliza os nomes falsos de Anderson Golçalves Soares e André Luiz da Silva. É fugitivo da Justiça de São Paulo e Ceará, estados onde responde por porte ilegal de arma de uso restrito e já foi condenado por latrocínio.

Jelso Bazzo Júnior:  29 anos e 3 meses de reclusão e 3 meses de detenção pelos crimes de roubo qualificado, tentativa de latrocínio, lesão corporal culposa, porte ilegal de arma de uso restrito e formação de quadrilha armada. Usa o apelido de Sabugão.

Evódio Alves de Souza: 17 anos e 8 meses de reclusão pelos crimes de roubo qualificado, tentativa de latrocínio,receptação qualificada e formação de quadrilha armada.

Francisco Hélio Bezerra Feitosa: 7 anos de reclusão pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, receptação e formação de quadrilha armada.

Clodoaldo Pedro Barbosa: 5 anos e 6 meses de reclusão pelos crimes de falsidade documental e formação de quadrilha armada.

Foragidos da Justiça:

Lindomar Alves de Almeida: usa o nome falso de Bruno da Silva Malta

Alexandre Lima Sasaki: usa o nome falso de Alexandro Pereira dos Santos

Miguel Costa Teixeira: fugitivo do Ceará


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