Bancos iniciam a retirada de portas giratórias com detectores de metal e bancários temem por segurança

10/02/2012 08:39

 

 

 

© GERALDO TAVARES/DC
Porta giratória: bancários temem que decisão de retirar o mecanismo de segurança chegue a Mato Grosso

Os bancos Itaú e Bradesco iniciaram em São Paulo a gradual retirada de portas giratórias com detectores de metal e acenderam o debate entre Sindicato dos Bancários (SEEB) e seus empregadores sobre um certo descaso no cuidado com os trabalhadores da área financeira. 

Isso acontece em um momento em que Mato Grosso continua sob ataque constante de gangues de assaltantes especializados no roubo a bancos e porque o último assalto ocorreu anteontem (8) em uma agência Sicredi de Nova Lacerda (546 km de Cuiabá), na modalidade de crime apelidada pela polícia de “novo cangaço”. 

Com mais este, sobe para 15 o número de ataques violentos a bancos somente de 2011 para cá. 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) consideram a medida absurda, que aumentaria a insegurança e colocaria ainda mais em risco a vida de trabalhadores e clientes. 

Um oficial da Polícia Militar que pediu para não ser identificado concorda com as entidades. 

“Se com cercas elétricas, câmeras, vigilantes armados, portas giratórias e detectores de metais os bandidos ainda ‘peitam’ abertamente o aparato para continuar assaltando de forma violenta, imagine se começaram a reduzir essas medidas preventivas?”, questiona o tenente. 

O motivo alegado pelos bancos para a retirada das portas giratórias é a diminuição de roubos na capital paulista, mas os sindicatos afirmam que o real motivo seria o grande número de ações contra as instituições por causa de travamentos indevidos. 

Num tristemente célebre entrevero ocorrido em Cuiabá no ano passado, um vigilante acabou por assassinar o empresário Adriano Marisael, dono de um restaurante na Capital, devido a desentendimentos constantes, nos quais o pivô era sempre a porta giratória. 

O presidente do SEEB-MT diz estar preocupado com uma possível proliferação da medida paulistana por todo o país e que isso chegue a Mato Grosso. 

“Nossa preocupação é com as pessoas, são vidas que correm risco com a retirada de dispositivos de segurança dos bancos”, afirma. 

“É uma vergonha que o Itaú, com um lucro de R$ 14,6 bilhões em 2011, não queira investir em segurança. Os bancos devem valorizar as pessoas e investir cada vez mais em ambientes seguros, ao invés de priorizar lucros a todo custo. Vamos manter nossa luta por segurança bancária sempre”, disse o presidente da SEEB-MT, Arilson da Silva. 

Em resposta a uma reportagem publicada ontem pela Folha de S. Paulo, a assessoria do Itaú afirma a intenção de acabar com as portas giratórias.


Autor: RODIVALDO RIBEIRO
Fonte: Do DC


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