Brasil pode melhorar status sanitário para doença da vaca louca

27/02/2012 15:04

 

Fonte:Agência Estado

O Brasil pode melhorar a sua classificação em relação à doença da vaca louca, cientificamente conhecida como Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) do atual status de risco controlado para insignificante. Parecer favorável nesse sentido foi decidido pela Comissão Científica para Enfermidades dos Animais da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), durante reunião entre 13 e 17 de fevereiro, na sede da entidade, em Paris.

Conforme comunicado do Ministério da Agricultura, a confirmação definitiva da alteração do status sanitário brasileiro ainda depende de um período de consulta entre os 178 países-membros da OIE. Durante 60 dias, os delegados da entidade poderão solicitar informações complementares ou fazer questionamentos à OIE. Caso não existam objeções fundamentadas, a Comissão Científica apresentará a recomendação para a mudança durante a Assembleia Mundial de Delegados da organização, marcada para o próximo mês de maio.

O pedido do Brasil - encaminhado no dia 28 de outubro de 2011 - foi avaliado pela OIE, que recomendou o reconhecimento do país como tendo risco insignificante da doença em conformidade com o Código Sanitário dos Animais Terrestres.

Segundo o Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, com a mudança o Brasil passará a fazer parte de um grupo seleto de 15 países dentre todos os integrantes da OIE. A alteração favorecerá a retomada do mercado de tripas para a União Europeia, a exportação de animais vivos e de carne in natura com osso para países que hoje vetam a entrada de produtos brasileiros com o argumento de o País estar classificado como risco controlado.

De acordo com o diretor do DSA, Guilherme Marques, mesmo para mercados de interesse para os quais a classificação de risco insignificante não é determinante, a mudança terá um "impacto moral" e contribuirá nas negociações, além de tornar os produtos mais competitivos, pois haverá redução de custos atribuídos às certificações adicionais requisitadas pelos mercados consumidores.

O Brasil nunca registrou casos de vaca louca pois, além de ter a maior parte do seu rebanho criado à pasto, aplica ainda medidas recomendadas internacionalmente de vigilância e de mitigação de risco, onde se ressalta a coleta de aproximadamente 23 mil amostras para o teste da vaca louca ao longo de 2004 e 2010, intervalo mínimo solicitado pela OIE. Nos últimos sete anos também não houve nenhuma importação de bovinos vivos ou de farinha de ruminantes de países considerados de risco para a doença.

 


Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Centenas de templates
  • Todo em português

Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também!