Carro com servidores da Funai-MT é atingido por tiros em terra indígena

27/03/2012 07:22

 

Vítimas suspeitam que índios tenham efetuado disparos, segundo a polícia. Servidores de órgão indígena foram à Polícia Civil fazer a denúncia.

© Agência da Notícia
Três tiros atingiram veículo, conforme a polícia.

Quatro servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai), de Mato Grosso, denunciaram à Polícia Civil ter sofrido um ataque por volta das 7h desta segunda-feira (26) na terra indígena Urubu Branco, no município de Confresa, a 1.160 quilômetros de Cuiabá. Segundo a polícia, eles alegaram suspeitar que os índios da etnia Tapirapé tenham efetuado vários disparos de arma de fogo contra o carro em que estavam.

O motivo do ataque seria um conflito de terras. No ano passado a Justiça Federal deferiu um pedido de liminar permitindo a permanência dos não-índios até que sejam resolvidas as pendências acerca do direito de posse.

Conforme a Polícia Civil, os servidores da Funai disseram que estavam na região desde o dia 30 de fevereiro atuando na fiscalização e monitoramento da área devido à briga envolvendo índios e fazendeiros. Dos vários disparos, três atingiram o lado esquerdo do veículo. Porém, ninguém ficou ferido. A polícia deve investigar o caso.

A terra indígena em questão possui 167,5 mil hectares. No final do ano passado, a Funai entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão que permitiu que os não índios ocupantes de glebas na Terra Indígena Urubu Branco, em Confresa, a 1.160 km de Cuiabá (MT), permanecessem na área. Porém, o pedido ainda não foi analisado.

No recurso, a Funai alegou a existência de risco à ordem pública, uma vez que permanência dos posseiros na área indígena teria criado um clima de tensão e insegurança, citando, casos de confrontos entre índios e não-índios. 

G1 entrou em contato com a Funai de Palmas (Tocantins), que responde pela aldeia Urubu Branco. De acordo com as informações repassadas pelos servidores, a Funai já foi notificada do ocorrido, porém, agurda mais informações para poder se posicionar sobre o assunto.
 


Por: Pollyana Araújo
Fonte: Do G1 MT


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