Colheita de milho em Mato Grosso chega a 4.5%; veja nos municípios

17/06/2012 09:18

 

A colheita do milho segunda safra em Mato Grosso atingiu, nesta sexta-feira (15), 4.5% dos 2.5 milhões de hectares (ha) a ceifar, informa o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea). A estimativa é que o Estado colha mais de 13 milhões de toneladas do cereal – um recorde na história da agricultura mato-grossense.


O ritmo da colheita está 1.9% mais adiantado que na mesma época do ano passado, quando, em nove de junho, o índice era de 2.6% da área de 1.752 milhão de hectares a ser colhida. Isto porque, agraciado pelas boas chuvas e o plantio na “janela ideal”, as colheitadeiras começaram o trabalho na atual safra ainda no final de maio em alguns municípios, o que nunca havia acontecido no Estado.

A região que está com a maior área coberta até o momento é a Oeste, com 6.7% dos 338.3 mil hectares, seguido da Médio-Norte com 5.2% dos 1.2 milhão de hectares, Sudeste com 3.3% de 457.6 mil ha, Centro-Sul com 3.1% de 139.4 mil ha, Norte com 2.5% de 14.6 mil ha, Nordeste (Araguaia) com 2.4% de 126.6 mil ha e, por último, a Noroeste, com 1.5% de 67.8 mil ha.

No mapeamento por municípios, contata-se que Sapezal – onde as ceifas começaram o trabalho primeiro – é o mais adiantado, com 9% de cobertura, seguido de Sinop, Campo Novo dos Parecis, Vera e Nova Ubiratã com 6% cada, Ipiranga do Norte e Santa Rita do Trivelato com 5.5%, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Tapurah, Campos de Júlio e Campo Verde com 5%. Os demais municípios estão abaixo deste porcentual.

Preços:

Com a superssafra de milho que começa a ser retirada das lavouras mato-grossenses, a preocupação dos agricultores é com a queda nos preços na hora de comercializar o que não foi vendido antecipado. O Estado deve ser responsável por aproximadamente 20% do que será produzido em todo o país, situação que pode fazer com que o preço do grão não seja tão satisfatório para o agricultor. O analista de mercado Edimar Vendrusculo comenta: "O preço do milho, para esta semana, é de R$ 14. Na semana que vem, no forte da colheita, é possível que chegue a R$ 10 ou R$ 11".

Cotação em Chicago:

Ao cotação do milho “despencou” na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira (15), com baixa de 22 centavos de dólar por bushel nos contratos para o mês de julho, terminando a sessão a US$ 579.4. Para os negócios feitos para setembro, a cotação cravou US$ 509.4 (-11.2 pontos) e, para dezembro, a US$ 508 (-10 pts).


As vendas para liquidez em 2013 também caíram, com o preço do cereal em março declinando 9.6 centavos de dólar por bushel, a US$ 518.4. Para maio, a US$ 526.2 (-9.6 pontos), julho a US$ 534.4 (-8.2 pts) e, setembro do ano que vem a US$ 524.4 (-10.2 pontos).


De acordo com analistas da CBOT, o milho terminou em forte baixa devido ao forte volume de venda de ambos os lados do mercado, puxando pela colheita nova, principalmente no Brasil, que se desenha com o recorde de 73.7 milhões de toneladas.
 


Por: Alexandre Alves
Fonte: OLHAR DIRETO


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