Contraproposta não agrada a policiais

19/07/2011 09:52

 Investigadores e escrivães vão votar hoje se aceitam a última oferta do governo; ao Diário, dirigente sindical classificou proposta como ridícula

Geraldo Tavares/DC
A última assembleia geral dos policiais civis, realizada na semana passada no sindicato dos agentes

Fonte:Diário de Cuiabá

A greve dos investigadores e escrivães da Polícia Civil, suspensa na quinta-feira (14), pode ser retomada ainda hoje, em assembléia geral às 14 horas, agendada para avaliar a nova proposta salarial do governo. 

Encaminhada no início da noite de ontem, por meio da Secretaria Estadual de Administração (SAD), a proposta não agradou nem um pouco os sindicatos das duas categorias. A presidente do Sindicato dos Escrivães, Genima da Silva Almeida, chegou a considerar “ridícula” a tabela salarial sugerida aos policiais. 

Os policiais esperavam que o governo, por exigir o curso universitário para o ingresso nas carreiras da Polícia Civil, desde 2004, começasse a pagar salários de nível superior, como acontece com outras categorias de servidores públicos. 

Conforme a tabela da SAD, a partir de dezembro de 2011 o salário inicial seria 2.460 e o final, para classe E, nível mais alto da carreira policial, R$ 6.231. Já a partir de maio de 2012 o inicial seria R$ 2.706 e o final R$ 6.854. Em maio de 2013, os escrivães e investigadores passariam a receber R$ 2.976 e R$ 7.539. No mesmo mês do ano seguinte, 2014, os salários seriam R$ 3.274 e R$ 8.293, inicial e final, respectivamente. 

Atualmente, policiais ingressam ganhando R$ 2.365 e depois de 15 ou 20 anos de carreira podem chegar a R$ 5.250, se tiver vaga disponível para essa progressão salarial. A categoria quer um salário inicial de R$ 3.460 para já e a possibilidade de atingir o teto de R$ 10.900 até o ano que vem. 

Os policiais e escrivães são classificados em quatro classes (A B C E) cada uma delas com 10 níveis (de 1 a 10). 

A primeira fase da greve durou quase duas semanas, do dia primeiro a 13 deste mês, e comprometeu praticamente todos os serviços nas delegacias e centros de segurança, em especial a investigação de crimes de furtos, roubos e assassinatos que já estavam em andamento. 

Com a manutenção de 30% das atividades, por exigência da lei de greve, os investigadores e escrivães limitaram o atendimento a uma simples ida aos locais de crimes graves, como homicídio, latrocínio para o registro formal. E a lavrar os flagrantes de prisões efetuadas pela Polícia Militar. 

A SAD informou, por meio da assessoria de imprensa, que essa é a última proposta, o que pode oferece dentro das possibilidades orçamentárias do Estado. Isso, porém, não significaria que está encerrando as negociações.


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