CPI aprova a quebra de sigilo da construtora Delta em MT

18/05/2012 09:25

 

Serão investigadas filiais da empresa na região Centro-Oeste e Tocantins

 

Divulgação

 

A Construtora Delta, ligada ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, tem contratos com Prefeitura de Cuiabá e Governo de MT

Fonte:Midia News

A CPI do Cachoeira aprovou hoje (17) a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de filiais da construtora Delta, entre elas a de Mato Grosso. Investigação da Polícia Federal mostra que a empreiteira repassou dinheiro para empresas fantasmas que abasteciam o grupo do bicheiro.

Em Cuiabá, a Delta Construções firmou com o município contratos que somam R$ 70 milhões, para coleta de lixo e o programa Poeira Zero, que prevê a execução de serviços de pavimentação e drenagem de águas pluviais, somando 35,71 km de asfalto, em 24 bairros da Capital.

O Governo do Estado possui um contrato com a Delta, cujo objeto é a locação de veículos para a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), e está em vigência desde 2009.

No ano passado, o Palácio Paiaguás empenhou R$ 20 milhões para pagamento à empresa. 



A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para apurar o elo do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários aprovou nesta quinta-feira (17) a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da construtora Delta. Serão investigados dados das filiais da empresa em Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.

Segundo investigação da Polícia Federal, a Delta, uma das empresas com mais contratos com o governo federal, repassou dinheiro para empresas fantasmas que abasteciam o grupo de Cachoeira.

Na sexta-feira (11), a Justiça do Distrito Federal já havia decretado a quebra de sigilos da Delta em todo o país e o bloqueio de bens de Carlinhos Cachoeira, Claúdio Abreu, ex-diretor da empresa, e outras seis pessoas investigadas pela Operação Saint-Michel, um desdobramento da Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira.

A CPI também aprovou nesta quinta a quebra dos sigilos de Cláudio Abreu, preso desde o fim de abril. Outras empresas citadas nas investigações da PF também tiveram os sigilos quebrados.

Durante a votação do requerimento, deputados e senadores da oposição defenderam que a CPI quebrasse os sigilos da empresa Delta em todo o país, não apenas das filiais da empresa no Centro-Oeste e Tocantins. Essa proposta ainda vai a votação.

“A gente vai separar o que a gente acha que tem indício e deixar de investigar a empresa no restante do país? A Controladoria Geral da Uinião indicou 60 contratos da Delta sob investigação por superfaturamento”, argumentou o deputado Fernando Francischini (PSDB-DF).

Já o relator da CPI, Odair Cunha, defendeu que apenas a Delta Centro-Oeste, que foi comandada por Claudio Abreu, tivesse o sigilo quebrado. “Entendo que neste momento não há indícios que me levem a propor a quebra de sigilo ampla, geral e irrestrita da Delta e do senhor Fernando Cavendish. Vamos iniciar quebrando os sigilos bancário e fiscal de todas as filias da Delta que estiveram sob o comando do senhor Claudio Abreu. E o sigilo dele nós já quebramos”, disse.

Operação Saint-Michel

Os integrantes da CPI também aprovaram requerimento que pede informações à Polícia Civil do Distrito Federal sobre a Operação Saint-Michel. A operação resultou no bloqueio dos bens do bicheiro Carlinhos Cachoeira, de Claudio Abreu e de outras seis pessoas denunciadas por formação de quadrilha e tráfico de influência. Todos foram acusados de tentar fraudar licitação da bilhetagem eletrônica no transporte público do Distrito Federal.

A quebra de sigilo determinada pela Justiça do Distrito Federal abrange dados das contas correntes e declarações de Imposto de Renda dos investigados a partir de janeiro de 2009 até os dias atuais. No caso da Delta, a determinação de quebra de sigilo abrange contas da empresa em todo o país.


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