De volta à cadeia

12/08/2011 07:30

Empresário Júlio Uemura é preso por ordem da Justiça do ES; ele ainda tentou se esconder em um armário
 

SOL MANZUTTI
O advogado de Júlio Uemura diz que o empresário foi preso por acusações já investigadas

Fonte:Diário de CDa Reportagem

O empresário do setor de hortifrutigranjeiro Júlio Uemura foi preso novamente ontem, por ordem da Justiça do Espírito Santo. Ele é acusado pelo Ministério Público daquele Estado de estelionato, receptação qualificada, formação de quadrilha, crime contra a ordem econômica e lavagem de dinheiro.

A prisão foi decretada pela Vara Criminal da Comarca de Venda Nova do Imigrante (ES), município de 20 mil habitantes. A decisão foi encaminha à 12ª vara criminal de Cuiabá. Uemura é acusado de praticar diversos golpes e provocar prejuízos de R$ 2 milhões em empresários e produtores rurais capixabas.

Em março de 2009, o empresário foi preso em Mato Grosso, durante a Operação Gafanhoto, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Na época, Uemura foi apontado como o líder de uma quadrilha que utilizava laranjas e empresas fantasmas para adquirir mercadorias de grandes fornecedores e não pagar pelo produto. O empresário era um dos maiores fornecedores de hortifruti de Mato Grosso.

O coordenador do Gaeco, Paulo Prado, explicou que as denúncias surgiram em decorrência do desdobramento da Operação Gafanhoto. São novas denúncias apuradas pelo Ministério Público do Espírito Santo. “Eles pediram nossa ajuda para impedir que o Uemura fugisse do país”, afirmou. Em 2009, Uemura foi acusado de atuar também em São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. “Não será nenhuma surpresa se novas denúncias surgirem”, disse Prado.

O coordenador do Gaeco explicou que a ação para prender Uemura começou com um trabalho de inteligência na segunda-feira. O empresário tentou resistir à prisão e só foi localizado em um fundo falso de um armário em sua empresa. Agora, ele será transferido para Venda Nova do Imigrante e ficará a disposição da justiça de lá.

Também foram presos dois funcionários da empresa de Uemura - Léo Martins Haskel e Maria Aparecida Tavares dos Santos - por desobediência, resistência e desacato a autoridade.

O advogado de Uemura, Ricardo Monteiro, contesta a prisão. “É um grande equívoco do judiciário. Ele está sendo preso pelas mesmas denúncias que já fizeram a ele aqui em Cuiabá”. A prisão teria sido feita com base na acusação de uma vítima já ouvida anteriormente. Em 2009, um produtor rural do Espírito Santo foi ouvido como testemunha de acusação. Ricardo Monteiro disse que já protocolou um pedido de hábeas corpus.

A reportagem tentou ter acesso ao processo que corre na Comarca de Venda Nova do Imigrante. No entanto, isto não foi possível porque a ação corre em segredo de justiça, uma vez que houve quebra de sigilo telefônico.


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