Dutra: trânsito volta à normalidade após acordo com caminhoneiros

01/08/2012 07:08

Fonte:Terra

 

O trânsito na Via Dutra voltou à normalidade após compromisso dos caminhoneiros autônomos a encerraram protesto que bloqueou trechos da rodovia, principal ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro, desde a tarde do último domingo. Às 6h desta quarta-feira, a estrada apresentava apenas pequenos trânsitos de lentidão em ambos os sentidos.

Em reunião com o governo nesta terça, os caminhoneiros autônomos se comprometeram a liberar imediatamente as estradas do País, segundo informações divulgadas pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC). Segundo o comunicado, em contrapartida, o governo promete negociar com a categoria.

 

De acordo com o comunicado, será instaurada mesa de negociação com os caminhoneiros para discutir as reivindicações da categoria, que envolvem a jornada de trabalho com pausas obrigatórias para descanso e o cartão-frete. As negociações serão iniciadas no próximo dia 8 e deverão chegar em resoluções no prazo de 30 dias.

Entenda 

 

A greve dos caminhoneiros autônomos foi iniciada no dia 25 de julho. Organizada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), a paralisação protesta contra a lei 12.619/2012, que limita a jornada de trabalho dos motoristas e, e contra o uso de cartão-frete, entre outros pontos.

 

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) é contra a greve, e, assim como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes (CNTT), afirma que há interesses patronais por trás da paralisação, e que a greve tem participação de empresas de transporte - o que caracteriza locaute (ou greve patronal), que é proibido por lei. "A paralisação em curso de caminhoneiros no território brasileiro é uma ação promovida pelos empresários do setor que querem suspender os efeitos da Lei 12.619/2012", diz trecho de ofício enviado pela CNTT a órgãos governamentais e de fiscalização.

Devido às paralisações, o custo de alguns alimentos chegou a subir 150% no Rio de Janeiro. Uma pessoa morreu durante um bloqueio no interior do Paraná. A vítima teria arremessado um cone de sinalização no meio da rodovia, com o objetivo de tentar parar o ônibus, que, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), estava em alta velocidade. O veículo atingiu o manifestante, que morreu no local.

 

Reivindicações


 

- Pela nova legislação do setor, os motoristas devem fazer uma jornada de trabalho de oito horas diárias, com no máximo duas horas extras, além de pausa de 30 minutos a cada quatro horas trabalhadas


- O Movimento União Brasil Caminhoneiro quer o adiamento por um ano da vigência dessa lei alegando que as exigências impostas são "inviáveis por falta de infraestrutura nas estradas"


- A nova regra também determina descanso sem interrupção de 11h a cada dois dias trabalhados

 

- Porém, os caminhoneiros argumentam que as rodovias brasileiras não têm infraestrutura adequada para cumprir a norma


 

- Outra reclamação envolve a entrada de mais de 600 mil veículos no setor, "levando à concorrência desleal que jogou o frete rodoviário a valores que não cobrem as despesas", dizem os manifestantes

 

- O cartão-frete é alvo de outra reivindicação por impedir o recebimento de dinheiro ou de cheque.


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