Em 5 dias, dois pousos forçados em VG

07/02/2012 08:17

No domingo, uma aeronave da Trip Linhas Aéreas fez um pouso forçado para que passageiros feridos em um turbulência fossem levados ao hospital




Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande: quatro passageiros e uma comissária de bordo ficaram feridos por causa de turbulência severa

Autor:KAMILA ARRUDA
Fonte:Diário de Cuiabá

Em menos de uma semana, dois aviões fizeram pouso de emergência no aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Desta vez, uma aeronave da companhia Trip Linhas Aéreas foi obrigada a pousar em solo mato-grossense, no final da tarde de domingo (05), após passar por uma forte turbulência e ter quatro de seus passageiros e uma comissária feridos. O vôo saiu de Porto Velho (RO) com destino a Confins (MG). 

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) afirma que não houve pouso forçado, pois a aterrissagem foi autorizada pela Infraero após contato do piloto, por conta dos cinco passageiros feridos que estavam a bordo da aeronave. Segundo a assessoria, não havia nada de errado ou irregular com o transporte, tanto que horas depois o avião seguiu viagem. Eles ressaltam que o pouso só foi necessário para que as vítimas, que se machucaram durante a turbulência, recebessem atendimento médico. 

Entre os feridos estavam quatro passageiros e uma comissária de bordo que estava servindo as refeições no momento. Ainda de acordo com a assessoria da Infraero, todos os feridos foram encaminhados para um hospital particular de Cuiabá, medicados e liberados no início da noite. Contudo, alguns passageiros foram remanejados em um vôo da TAM e outros permaneceram na aeronave aguardando nova decolagem. 

O pouso aconteceu por volta das 17h40, e a aeronave permaneceu por cerca de três horas no chão. 

Elton Rodrigues é piloto há alguns anos e afirma que o comandante da aeronave 5343 da Trip realizou o procedimento correto, e ainda ressalta que este tipo de “acidente” é normal. “O certo é pousar rapidamente. Ele fez o correto, mas isso acontece com freqüência”, enfatiza. 

Segundo ele, existem vários tipos de turbulência, classificados em três níveis: leve, moderada e severa. Ele acredita que o que aconteceu com o avião que pousou no aeroporto Marechal Rondon foi uma severa turbulência, pois foi tão intensa que teve seus passageiros machucados. “Foi uma turbulência severa. Este tipo pode até causar danos na estrutura da aeronave e também machucar os passageiros”, diz. 

De acordo com ele, as turbulências são geradas por instabilidades no ar que podem ou não ser detectadas pelos radares, e quando detectadas é mais fácil controlar o avião. 

No entanto, este não é o primeiro caso desta natureza registrado neste ano no Aeroporto Marechal Rondon. Na última terça (31), após enfrentar problemas na hora de aterrissar, um avião de pequeno porte, que transportava dois passageiros e dois tripulantes, foi obrigado a fazer um pouso forçado. 

O avião era da empresa táxi aéreo Asta, que em nota declarou não saber o que tinha acontecido com a aeronave. De acordo com ela, tratava-se de um avião EMB-810D, prefixo PTVNO. As causas do acidente estão sendo apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção a Acidentes (Cenipa). 

Sobre este caso a Infraero somente informou que o 'peito' do avião foi utilizado pelo piloto para suprir a falta do trem de pouso. 


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