ESPECIAL SUIÁ MISSU-MARÃIWATSEDE:O QUE DIZEM OS NÃO ÍNDIOS

05/08/2011 07:27

Foto: Mtaqui

O casal Jovenil Moreira dos Santos, de 50 anos e sua esposa Irene Maria Rocha Santos, de 44 são comerciantes em Estrela do Araguaia, área do Suiá Missu e estão radicados no local há mais de 20 anos.

Dona Irene nos contou que seu filho tinha menos de um ano quando chegou no local. Eles tem 2 filhos, que foram criados na área, creceram e viveram lá por toda a vida.

Com o trabalho na roça, e em sua área, eles começaram um pequeno comércio,o Hotel e Restaurante Goiano. Oferecem hospedagem e alimentação a quem passa pelo local. Dona Irene e Seu Jovenil criaram seus filhos e sua família servindo aos moradores.

Emocionada e com lágrimas nos olhos, Dona Irene nos conta da situação de incerteza que vivem. “Como vou recomeçar tudo depois de 20 anos no mesmo lugar?” . A situação dela não é diferente dos demais moradores do distrito.

A área, que pertence à dois municípios do Estado de Mato Grosso, fica dentro de São Félix do Araguaia e de Alto Boa Vista...

 

A região sofreu um atraso na definição se a BR 158 iria ou não passar por ali ou sofreria um desvio. Atualmente as informações coletadas no local, dão conta que a BR 158 passará sim por Estrêla do Araguaia (ou Posto da Mata, outro nome do local) e assim dar continuidade ao desenvolvimento do distrito.

No Distrito de Estrêla do Araguaia existem 02 escolas, uma do município de São Félix do Araguaia, outra do município de Alto Boa Vista, existe também uma terceira escola estadual indígena.

São 05 igrejas existentes, uma católica e 04 evangélicas.

Também o distrito conta com um cemitério onde estão vários familiares dos pioneiros de quase 50 anos de ocupação da região.

São 02 postos de gasolina, 03 farmácias, 01 delegacia e 02 hotéis e mais de 80 comércios pequenos em todo o distrito de Estrêla do Araguaia. Além de 2 silos de beneficiamento de arroz.

Moradores no local hoje são aproximadamente 16.000 pessoas e a maioria dos comerciantes possui sítio ou área. E possui a região, um rebanho bovino de aproximadamente 160 mil cabeças de gado.

Não existem somente pequenos produtores na região, existem médios e também grandes produtores.

Dona Irene, em sua caminhada como moradora da região, foi eleita vereadora pelo município de Alto Boa Vista pelo DEM. E no distrito existe também mais um representante do legislativo de São Félix do Araguaia, Sr.Américo.

Informações dão conta que a Fazenda Velha Oeste, foi destruída e suas casas queimadas.

E os produtores rurais tem sido prejudicados em todos os aspectos, por exemplo, o Luz para Todos do governo Federal não chega em sua totalidade por conta do clima de instabilidade jurídica da região.

Dona Irene, em seu depoimento conta que quer ver resolvido o conflito tanto para os índios, que tem sua reinvidicação, como para os produtores, pois ambos depositaram suas vidas na luta pela terra.

Agora os problemas com a convivência com os indígenas acontecem. Por exemplo, existem casos de roubo de arames de cercas atribuídos aos índios, que teriam feito a retirada do arame para venderem o arame na cidade de Alto Boa Vista.

Assim como, existe a denúncia de que os índios estariam, 60% deles propensos a aceitarem o acordo proposto pelo Gov. Silval Barbosa e de que o índio que se apresenta como cacique Damião, na verdade não é mais cacique dos índios, pois foi contratado pela FUNAI e teria aberto mão da liderança e que a liderança da aldeia seria exercida por um colegiado indígena de anciões e que o cacique Damião não representaria mais a liderança absoluta e sim uma das lideranças da aldeia. E que é prática comum da FUNAI contratar uma liderança indigena e quando a FUNAI descobre o posicionamento político contrário aos anseios da FUNAI, essa liderança é demitida, segundo denúncia dos próprios índios.

Quanto ao acordo da área de reserva, fontes nos informaram que acreditam na possibilidade dos índios aceitarem a troca da área ,pois a área da reserva é preservada e a atual área de Suiá Missu não possui mais tantos atrativos naturais como caça e pesca, atividades de subsistência dos índios.

De acordo com a assessoria jurídica dos não índios, a situação jurídica é ótima e os grandes entraves seriam o Bispo Casaldáglia, incentivador dos conflitos e a FUNAI. E segundo a assessoria jurídica, os índios AINDA não viram a área oferecida para afirmar ou constatar se lá é uma área que alaga pois na área existe criação de água e plantio de arroz, ou seja , pondo por terra as informações de que a área é alagada na época das chuvas.E que existe um estudo ambiental na área da reserva quando foi criado o Parque do Araguaia,objeto de oferta do Gov.Silval Barbosa aos Xavantes e devidamente amparada por lei estadual promulgada pela AL/MT.

“Um juiz para dar uma decisão dessa, de retirar os não índios da área, a gente não vai precisar de muita terra, só 07 palmos, afirmou um dos pioneiros da região, com a mão calejada após 50 anos em Estrêla do Araguaia”.

 

Fonte:AguaBoaNews


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