Estudante de Direito de classe média-alta é o principal suspeito de chefiar uma quadrilha de assaltantes

15/01/2012 11:03
© Ilustração

A Polícia Civil concluiu que a maior quadrilha que assaltava residências e aterrorizava famílias de bairros de classe média da Capital era chefiada por um estudante de Direito de classe média-alta. Trata-se de Anderson da Silva Vieira, de 25 anos, cujo pai é proprietário de uma construtora e, a mãe, coordenadora jurídica de uma universidade de Cuiabá. A quadrilha – cujos integrantes eram adolescentes - foi reconhecida em 14 assaltos, sempre praticados da mesma forma. Os garotos aproveitavam que as pessoas chegavam ou saíam das casas para render todos e roubar tudo o que podiam.

O bando foi desarticulado no dia 22 de dezembro com a prisão de Anderson, que está na Penitenciária Central do Estado, pois não tem curso superior – e também de mais dois adultos. Os seis adolescentes já estão no Complexo do Pomeri.

Para policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos da Capital, Anderson optou pelo mundo do crime como “profissão”, uma vez que não tem dificuldades financeiras e nem é usuário de drogas, o que poderia explicar os roubos. Os assaltos começaram em março do ano passado. Nessa época, ele já tinha trancado matrícula do curso de Direito numa faculdade particular.

Para os policiais, Anderson não era um assaltante qualquer, pois ele planejava e supervisionava as ações criminosas. E em todos os assaltos os seus garotos faziam uma verdadeira “limpeza”. Mais dois adultos também ajudavam nos assaltos. Um deles, Wagner Rai Ramos, de 26 anos, é especialista em roubos a residências.

Conforme os policiais, os moradores não desconfiavam, uma vez que nesses bairros existem várias quitinetes alugadas para profissionais liberais. O bando teria faturado, de março para cá, mais de R$ 150 mil, levando-se em conta que os prejuízos calculados pelas vítimas era em média de R$ 12 mil. A maior parte, no entanto, ficava com o chefe do bando, pois os adolescentes recebiam R$ 200 por participação em cada assalto.

Até agora poucos objetos foram recuperados. Na casa dele, durante a prisão, os policiais apreenderam nove notebooks, duas TV tela grande, jóias, entre outros.

“Morando numa quitinete alugada, ficava mais fácil ficar de olho os locais onde ocorreriam os assaltos. A pretensão de morar no bairro era monitorar as residências que seriam os alvos do próximo roubo”, destacou a delegada Elaine Fernandes, responsável pelas investigações. A quitinete servia também para esconder os produtos roubados.

Nos assaltos Anderson ficava de fora, dando cobertura com seu carro. Muitas vezes os adolescentes roubavam carros das vítimas e os abandonavam. Em seguida, embarcavam no carro de Anderson, levando os produtos roubados.


Por: ADILSON ROSA
Fonte: Do DC


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