Estudo coloca 70% dos municípios de Mato Grosso com “economia exaurida”

19/06/2012 04:21

 

Autor:Edilson Almeida |Fonte:24 Horas News
Terra das oportunidades, migração em alta, Mato Grosso tem um nome a zelar. Seu crescimento econômico o coloca como um dos maiores exportadores na pauta do agronegócio do país. Suas exportações detêm 65% de tudo que o Centro-Oeste exporta. A esfinge imponente do Estado, na prática, no entanto, não é bem assim. Pelo menos é o que indica um estudo da Associação Matogrossense dos Municípios que o governador Silval Barbosa deve receber nas próximas horas. Lá está cravado que 70% dos municípios do Estado estão com suas economias exauridas ou estagnadas. 
 
São 105 cidades classificadas nesse grupo e que representa um problema grave a ser resolvido pelo Governo do Estado. Conforme o ordenamento, no grupo de economia estagnada estão as cidades com PIB per capita abaixo da média estadual, mas com população em crescimento e os exauridos são os municípios com PIB per capita abaixo da média estadual e com população que não apresenta crescimento. De forma particular, dos 13 municípios do Vale do Rio Cuiabá, 12 são considerados com economia exaurida ou estagnada. Somente Cuiabá não está incluído nesse grupo.
 
De acordo com a entidade, essa deficiência se reflete claramente nos altos índices de desemprego verificados na região, conforme apontou pesquisa realizada ainda no ano passado. O levantamento revelou que o problema se concentra, principalmente, na faixa etária dos 16 aos 24 anos.
 
O levantamento apontou, ainda, que o fluxo migratório que se verifica nos municípios também é um indicador da estagnação da economia. O problema econômico tem origem na escassez de oportunidades de empregos nas cidades, que apresentam um alto grau de informalidade. Essa informalidade não significa necessariamente contratos de trabalho sem carteira assinada e sim condições precárias de trabalho. 
 
De acordo com os dados, existe grande disponibilidade de mão-de-obra na região. Em Cuiabá, por exemplo, os desempregados chegam à taxa de 7% da população com mais de 16 anos, mas em alguns bairros periféricos esse índice pode chegar a 20%, com 80% deles incluídos na faixa etária de 16 a 24 anos. 

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