Ex-policial civil condenado por tráfico ganha liberdade

18/08/2012 09:19

 

Ele teve progressão de pena; ação desarticulou tráfico internacional em MT

 

MidiaNews

 

Na operação, a Polícia apreendeu carros importados e quase 400 quilos de cocaína

Fonte:Mídia News
 

Três anos depois da deflagração da Operação Maranelo - que desarticulou uma rede de tráfico de droga e lavagem de dinheiro no Estado de Mato Grosso, a partir de Cuiabá -, um dos acusados de envolvimento com o esquema ganha a liberdade.

Trata-se do ex-policial Adauto Ramalho da Silva, que foi condenado a 11 anos de prisão, sendo sete por tráfico internacional de drogas e quatro por associação ao tráfico.

Ele ganhou progressão de pena e sai do regime fechado para o semiaberto. Para ter o benefício, ele cumpriu dois quintos da pena de tráfico e um sexto da punição por associação ao tráfico. 

Continuam presos o ex-policial Wagner Rodrigo do Amorim, sentenciado a 25 anos de prisão, e Mário Márcio Nascimento dos Santos, a 16 anos por tráfico internacional e associação ao tráfico.  

As investigações da Operação Maranelo iniciaram em junho de 2009, quando a então Gerência de Investigação Policial (GIP), da Polícia Judiciária Civil, apreendeu um carregamento de 383 quilos de cocaína, que estava escondido na Fazenda Sete Irmãos, em Barão de Melgaço (113 km ao Sul de Cuiabá).

Como se tratava de tráfico internacional de drogas, as investigações foram transferidas para a Polícia Federal, que indiciou mais pessoas, incluindo empresários cuiabanos, acusados de lavagem de dinheiro. Eles tiveram vários carros importados apreendidos.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os policiais eram considerados o “braço armado” do esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas.

Conforme a Polícia Civil, eles eram responsáveis tanto pela guarda da droga, feita nas fazendas Sete Irmãos e Baía dos Pássaros, em Barão de Melgaço, quanto pela distribuição, que tinha como destino final os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Belo Horizonte, além da cidade de Teixeira, no interior da Bahia.

A operação

A Operação Maranello desarticulou uma rede de tráfico de droga e lavagem de dinheiro no Estado de Mato Grosso, a partir de Cuiabá.

Entre os carros importados apreendidos, estavam Nissan Frontier, BMW X3, Ferrari F 430, Corvette C06, Porsche Boxter S, BMW 3201 VA71 e Mercedes Benz SLK 200K, e três motos, sendo duas Kawazaki modelos ZX10R ZYS-1141 e ZX 14, e uma Harley Davidson.

Segundo a Polícia Federal, o dinheiro do tráfico de entorpecentes era dividido e depositado em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas. 

A partir daí, eram feitas diversas movimentações financeiras em nome de terceiros, com objetivo de disfarçar a origem ilícita do dinheiro. 

A PF calculou que as transações identificadas ultrapassaram o montante de R$ 3 milhões.

As empresas utilizadas para a lavagem de dinheiro estavam em nome de membros da organização criminosa, de seus familiares e de terceiros, tanto empresas "de fachada" quanto empresas ativas que estavam situadas em três estados, atuando em diferentes ramos como factorings, empresas de cobranças.


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