Família de Maiana enterram restos da jovem 7 meses após crime

01/08/2012 07:11

Escrito:Por Welington Sabino, Fonte: GD

 

Chico Ferreira
Mãe de Maiana Mariano bastante emocionada cobrava por justiça pelo assassinato da filha

Amigos e familiares da adolescente Maiana Mariano Vilela participaram na tarde desta terça-feira (31) do enterro dos restos mortais da jovem assassinada em dezembro de 2011, segundo a Polícia Civil, a mando do namorado Rogério da Silva Amorim, 38, mas os ossos só foram localizados 5 meses depois, no dia 25 de maio enterrados em uma cova rasa de uma chácara na região do Coxipó, em Cuiabá. O sepultamento só foi realizado agora após o Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá liberar nesta segunda-feira (30) o corpo e o atestado de óbito para a família providenciar o velório.

Emoção e gritos por “justiça”, principalmente pela mãe, da adolescente, Sueli Mariano Vilela marcaram o sepultamento realizado cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá. O pai da menor, Elson Alves Vilela, que é cabo da Polícia Militar e separado da mãe de Maiana também estava presente no velório. Além dos familiares, amigos também prestaram as últimas homenagens e despedidas. O enterro foi autorizado pela Justiça na segunda-feira, após o exame de DNA confirmar que os restos mortais eram de Maiana.

Também nesta terça-feira (31) começou a audiência de instrução do processo sobre a morte da adolescente. Além do empresário Rogério Amorim, também são réus a esposa dele, Calisângela Morais de Amorim, 36, que assim como Rogério continua negando o crime e Paulo Ferreira Martins, 41, e Carlos Alexandre da Silva, 29, que confessam o crime em detalhes afirmando que foram pagos por Amorim para matar a adolescente e informaram onde haviam enterrado o corpo. Os 4 foram indiciados em 22 de junho pela delegada Anaíde Barros, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Maiana desapareceu em 21 de dezembro de 2011 e a participação dos acusados foi descoberta por meio de interceptações telefônicas.

Ao todo, 26 pessoas foram chamadas para prestarem depoimentos sobre o caso. Conforme a promotora de Justiça, Lindinalva Rodrigues Dalla Costa, o Ministério Público Estadual (MPE) vai lutar para que os acusados peguem a pena máxima de 30 anos para o crime de homicídio qualificado, o qual foram indiciados.

A audiência foi realizada pela 2ª Vara de Violência Doméstica da Capital e presidida pela juíza auxiliar Tatiane Colombo. Agora defesa e Ministério Público têm prazo para apresentarem as alegações finais, para só então o juiz do caso decidir se os réu vão ou não a júri popular.

 


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