Familiares de juíza assassinada dizem que ameaças eram constantes e que escolta foi negada

12/08/2011 23:23

Patrícia Acioli registrou tudo no Tribunal de Justiça e Disque-Denúncia


enterro
O enterro foi marcado pela comoção e revolta dos familiares

Os familiares da juíza Patrícia Lourival Acioli, assassinada na madrugada desta sexta-feira (12) em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, afirmaram que a magistrada vinha recebendo seguidamente ameaças e teria solicitado escolta ao TJ (Tribunal de Justiça) em diversas vezes. Um parente próximo, que pediu para não se identificar, disse ao R7 que Patrícia registrou todas as ameaças no TJ e no Disque-Denúncia.

- Toda vez que ela recebia uma ameaça ela registrava. O tribunal não disponibilizou nos últimos tempos e muito menos carro blindado.

Criada ao lado de Patrícia, sua prima Mônica Lourival afirmou que o Estado negou escolta à juíza.

- Ela sempre pedia escolta e eles [TJ] negavam por N razões. Isso que falaram que ela dispensou escolta não é verdade. O Estado foi quem entendeu que ela não precisava. As pessoas honestas pagam um preço muito caro, que pode ser com a própria vida.

Antonio Cesar Siqueira, presidente da Amaerj (Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro), disse que não recebeu informação de que ela tenha pedido escolta.

- Até 2007 ela tinha escolta, depois pediu para não ter mais. Nos últimos anos não há notícia de que ela tenha solicitado escolta, por isso não enxergo nenhuma falha.

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Manoel Alberto Rebelo dos Santos, também assegurou que a juíza, em nenhum momento, informou à instituição que se sentia ameaçada. Ele ainda negou que a escolta pessoal da magistrada tenha sido retirada há três anos.

Linha-dura

Patrícia Acioli era conhecida por sua atuação rigorosa e tinha um histórico de julgar vários casos contra policiais com desvio de conduta.

Em 2010, ela decretou a prisão de pelo menos quatro cabos da Polícia Militar e uma mulher que seriam integrantes de um grupo de extermínio da Marcha de Vans. No início deste ano, a juíza mandou prender seis PMs suspeitos de forjar autos de resistência.

Patrícia fazia parte de uma lista com 12 nomes de pessoas supostamente marcadas para morrer, que foi apreendida com um integrante de um grupo de extermínio que atua em São Gonçalo. Ele é apontado como responsável por pelo menos 16 homicídios na cidade nos últimos três anos.

 Fonte:R7

 


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