Febre poderá voltar

08/11/2011 08:17

Morte de macacos por febre amarela em Cuiabá leva Secretaria a alertar para o perigo de que a doença atinja humanos
 


Oberdan Lira: “há risco de o mosquito da dengue picar um animal infectado e depois uma pessoa”

Fonte:Diário de Cuabá

Onze macacos foram encontrados mortos numa área de mata fechada no bairro Jardim Aquarius, próximo ao Coophema, em Cuiabá. As mortes teriam sido causadas por febre amarela, doença que é transmitida por um mosquito e que não ocorre na zona urbana em humanos desde 1942.

Vale ressaltar que há riscos de o mosquito que transmite a dengue picar um animal infectado e acabar transmitindo a febre amarela para a população.

O alerta foi feito pela Secretaria Estadual de Saúde e, segundo o superintendente de vigilância em Saúde, Oberdan Lira, 169 pessoas teriam sido vacinadas na região e mais de 150 receberam visitas de agentes que forneceram orientações para prevenção da doença.

“As amostras foram para um laboratório no Pará e ainda não recebemos o diagnóstico, mas já estamos trabalhando para impedir que algo de pior aconteça”, afirma Oberdan.

A secretaria informa que as mortes ocorreram entre 21 e 28 de outubro deste ano e desde o dia 25 a equipe vem trabalhando para enfrentar a febre amarela. O estranhamento se dá pelo fato de o mosquito não pode se reproduzir em regiões urbanas, contudo Oberdan afirma que, mesmo sendo próximo, o local das mortes dos primatas é de mata fechada.

A coordenadora do Centro de Informação, Estratégias e Vigilância em Saúde, Moema Blat, explica que, de 1992 a 2006, 22 casos da doença foram detectados em Mato Grosso. E desse total, 13 pessoas morreram.

Em 2007, o Estado contabilizou apenas um caso, em Juara. Em 2008 houve dois casos, um Novo São Joaquim e o outro em Guarantã do Norte.

No ano de 2009 houve mais dois, ambos em Feliz Natal, e em 2010 e 2011 não se contabilizou registros da doença.

Prevenção - A secretaria adverte que áreas de mata fechada têm mais probabilidade de facilitar a proliferação do mosquito. Já nas cidades, o ideal é remover os focos de água parada, pois o mosquito da dengue infectado pode transmitir a doença.

É importante manter o cartão de vacina em dias e sempre avisar a vigilância sanitária caso haja desconfiança de infecção.

A equipe da secretaria de Saúde frisa que é proibido revacinar um paciente.

“A vacina tem validade de 10 anos no organismo e, se a pessoa tomar duas doses nesse espaço de tempo, pode ter complicações e diversas reações”, adverte Moema.


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