Governo não cede a pressão da AL e veta aumento aos servidores em greve

04/08/2011 07:52

Cerca de 300 servidores em greve da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), da Polícia Civil (escrivães e investigadores) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) aguardaram, em vão,  por mais de três horas em frente ao Palácio Paiaguás e não tiveram nenhuma resposta que atendesse as reivindicações para equiparação salarial, em defasagem desde 2008. O governador Silval Barbosa não cedeu a pressão dos grevistas. Insatisfeito, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva saiu da reunião no Palácio Paiaguás sem dar declarações.  

Depois de uma longa reunião com 14 deputados estaduais, o secretário de administração, Cesar Zílio em entrevista coletiva, demonstrou que o governo está disposto a abrir negociação com as categorias, mas não há garantias que as conversações avancem. Segundo ele, o Estado está agindo para corrigir as distorções salariais dentro das suas possibilidades. O secretário informou que o governo já atingiu o teto máximo para o reajuste salarial. Zilío pontuou que avançar além do que já foi proposto pode comprometer a folha de pagamento dos demais servidores do Estado. 

Ele ainda disse que vai ser apresentado aos servidores números que apontam que não há como aumentar os salários.  A partir desses números, o governo quer que os servidores compreendam a situação financeira do Estado para colocar fim nas greves.
 

O deputado Wallace Guimarães (PMDB), afirmou que a partir dessa reunião, a Secretaria de Administração (SAD) vai se reunir com os representantes dos sindicatos na Assembleia Legislativa, mas não há uma data definida.

Já deputada Luciane Bezerra disse que o governador Silval Barbosa vai manter o posicionamento contundente e não irá atender as reivindicações das categorias, além de não receber os servidores. Mas, o governador, segunda a deputada, justificou-se e disse que não recebeu anteriormente outras categorias como a educação, e, por isso não acha justo receber os representantes dos sindicatos.
 

O governo avisou aos grevistas que se não retornarem imediatamente ao trabalho, vai cortar os pontos e benefícios. Os servidores foram proibidos de entrar no Palácio Paiaguás e acompanharam do lado de fora a reunião. Policiais foram mobilizados para garantir a segurança.

Fonte: 24HorasNews


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