Governo quer impedir `mergulho´ do PIB por conta da crise, diz Mantega

30/08/2011 06:21

Fonte:G1

 
 

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira (29) que a estratégia do governo federal, de aumentar a economia feita para pagar juros da dívida pública em R$ 10 bilhões neste ano, e permitir uma redução mais rápida da taxa básica de juros do país, visa impedir um ``mergulho´´ do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em decorrência dos efeitos da nova etapa da crise financeira internacional.


``Acredito que a situação pode piorar. Em função disso, estaremos preparados para que [a desaceleração da economia] seja mais suave do que em 2008. Não queremos que haja aquele mergulho, que entre setembro e dezembro de 2008 [quando foi inaugurada a fase mais aguda da crise financeira, com o anúncio de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers]. Queremos dar continuidade ao crescimento. Vamos ter crescimento neste ano e em 2012. Estamos tomando medidas cautelares e preparando a economia para que ela continue crescendo em um ritmo satisfatório´´, declarou o ministro da Fazenda.


Com o aumento do superávit primário, acrescentou o ministro da Fazenda, o BC estará em condições de responder, por meio da redução da taxa básica de juros, ao agravamento da crise financeira sem prejudicar o controle da inflação no país. ``Queremos que se faça mais política monetária [cortes de juros] e menos política fiscal [reduções de tributos]´´, explicou ele.


Segundo o ministro, a economia brasileira ainda não perdeu seu dinamismo. Ele informou que segue trabalhando com taxa de crescimento do PIB entre 4% e 4,5% para 2011. Entretanto, ele não respondeu se mantém a previsão de crescimento, que está na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), de 5% para o ano que vem.


De acordo com Mantega, o governo está mantendo uma estratégia ``vitoriosa´´ que é continuar com o esforço fiscal, via superávit primário, com a manutenção da economia em crescimento. ``Continuamos seguindo uma trajetória vitoriosa, com um bom fiscal  e com crescimento da economia. Consideramos que, neste momento, fortalecer o fiscal é criar mais condições para o crescimento sustentável no país. Vamos continuar perseguindo nos próximos anos´´, afirmou.


``Estamos respondendo à situação internacional. Há uma piora do quadro internacional. Estamos nos precavendo sobre uma possível piora do cenário. Não teremos o mesmo destino dos países mais avançados. A crise internacional está em nossa linha de preocupação. Queremos criar uma proteção para que o Brasil continue em sua trajetória de desenvolvimento´´, concluiu o ministro da Fazenda.


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