GREVE DA POLÍCIA - Radicalização no interior de MT

28/08/2011 10:22

Fonte:Diário de Cuiabá

Radicalização. Esta é a palavra de ordem entre os investigadores e escrivães da Polícia Civil de Sinop, caso o governo do Estado não atenda às reivindicações das categorias. Os policiais da região seguirão a decisão estabelecida na sexta-feira pelo Sindicato dos Investigadores de Polícia de Mato Grosso (Siagespoc) na última assembleia da categoria em Cuiabá, de endurecer o movimento em virtude da falta de negociação do governo. Segundo o presidente da subsede do Sindicato em Sinop, Paulo Roberto Rondon, a ordem é paralisação total das atividades.

“Vamos parar 100%. Somente os delegados vão trabalhar. Se o governo não atender as nossas reivindicações, ninguém vai entrar nas delegacias a partir de terça-feira”, afirmou garantindo que nem mesmo 30% dos atendimentos, uma exigência da lei, serão mantidos. “Se os delgados quiserem que vão para as ruas fazer as investigações e atender a população, porque nós não iremos. Estamos muito revoltados com esse descaso do governo”, emendou.

Conforme o sindicalista, o governo havia apresentado uma proposta que agradou a categoria. Segundo ele, pela nova tabela, os agentes e escrivães, em início de carreira, passariam a receber R$ 2.518,60 e os policiais que estão deixando a profissão, prestes a se aposentar, receberiam R$ 6.379, isso a partir de maio deste ano. Em maio (mês base) de 2012, os agentes em início de carreira passariam a ganhar R$ 3.460 e os escrivães e investigadores em final de carreira, R$ 10.938...


“Quando ele tinha apresentado essa proposta nós do interior tínhamos acatado, mas quando se reuniu com o sindicato, veio com uma proposta totalmente diferente, aí não aceitamos e estamos esperando uma nova proposta que deveria ter sido apresentada na sexta-feira e, agora disse que apresentará na segunda”, reclamou.

O governo ofereceu aumento de R$ 216, divididos em três anos, de 2012 a 2014. As classes querem um piso inicial de R$ 3,5, que hoje é de R$ 1,7 mil.

A paralisação, que já dura mais de um mês, acumula muito trabalho na delegacia de Sinop. Somente os procedimentos com suspeitos presos estão em andamento, os demais inquéritos estão todos parados. Caso os investigadores e escrivães decidam radicalizar nem mesmo os processos com acusados sob prisão devem ser analisados.


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