Greve completa 110 dias; professores mantém paralisação

04/09/2012 08:57

 

Categoria pede ajuda de parlamentares para retomar negociações; calendário está prejudicado

 

Reprodução

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Escrito:Por KATIANA PEREIRA
Fonte:Mídia News

Ainda não há previsão para o retorno das aulas na UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso). Em greve há 110 dias, os docentes decidiram em assembleia, realizada na última sexta-feira (31), manter a paralisação que atinge os quatro campi do Estado. 

Na assembleia os docentes decidiram pelo fortalecimento do movimento pela reabertura das negociações. A estratégia proposta é fazer pressão nos parlamentares, solicitando apoio para retomar as negociações. 

Membros da bancada federal de Mato Grosso manifestaram preocupação com o movimento grevista. Oito parlamentares já assinaram um documento oficial em apoio à greve e os três restantes se comprometeram a assinar na próxima segunda-feira (10). 

O Comando Nacional de Greve recebeu a orientação acompanhar as sessões na Câmara e no Senado, além de tentar contatar o Colégio de Líderes a fim de buscar apoio ao movimento. 

Fim das negociações 

O Governo Federal informou que as categorias teriam até o fim do mês de agosto para entrar em acordo ou ficariam sem o reajuste salarial. A justificativa é a de que o envio do Orçamento da União ao Congresso Nacional seria no dia 31 de agosto. 

Calendário prejudicado 

Devido à greve dos professores das universidades federais deflagrada no dia 17 de maio, na maioria das unidades, as matrículas do segundo semestre ainda não foram feitas. A previsão do Ministério da Educação é que o ano letivo siga até fevereiro de 2013 em várias instituições. 

Ainda não há previsão de retomada do calendário letivo, que está suspenso psra 19.385 estudantes. 

Salas vazias, matrículas do segundo semestre suspensas, indefinição sobre quando as aulas vão voltar e, principalmente, quando o ano letivo vai terminar. 

A acadêmica de Letras, do quarto ano noturno, Lia de Oliveira, é uma das prejudicadas com a greve. Ela relatou ao MidiaNews que pensou em trancar a sua matrícula devido a demora no fim da greve. 

“A greve está me prejudicando muito, pois eu me formaria em dezembro. Ao mesmo tempo em que sofro com isso, sou a favor do movimento grevista. Por ser professora e ver que nosso sistema educacional está falido. A paralisação me desanimou bastante, a ponto de querer trancar a matrícula”, disse a universitária. 

As universidades garantem, no entanto, que os processos seletivos para a entrada de novos alunos no ano que vem não vão sofrer alterações. 

A maioria usa o Sisu (Sistema Nacional de Seleção Unificada), como processo seletivo, com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será no início de novembro. 
Outras fazem um processo misto, com algumas vagas do Sisu e outras pelo vestibular próprio da instituição. 


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