Greve de bancários não impede pagamento de contas

19/09/2012 09:16

 

Saiba como manter os pagamentos em dia; caixa eletrônico e lotéricas são opções

 

Thiago Bergamasco/MidiaNews

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A greve dos bancários não é motivo para se deixar de pagar contas

Escrito:LISLAINE DOS ANJOS
Fonte:Midia News

Apenas no primeiro dia de paralisação, na terça-feira (18),  98 das 119 agências bancárias de Cuiabá e todas as 19 unidades de Várzea Grande amanheceram com as portas fechadas para o atendimento ao público, de acordo com a assessoria do SEEB-MT (Sindicato dos Bancários de Mato Grosso). 

O número de agências que aderiram ao movimento no interior do Estado ainda está sendo levantado pela entidade.

Porém, a greve dos bancários, iniciada nesta terça-feira (18), não pode ser usada como desculpa para não manter as contas em dia. 

Apesar da paralisação não poder prejudicar o consumidor, sendo assim vedada a cobrança de juros e multas por atraso no pagamento, as pessoas devem procurar outros meios para quitarem suas dívidas.

Com isso, quem está acostumado a pagar contas diretamente nos caixas das agências bancárias deverá fazer o pagamento pela internet ou por meio dos terminais de autoatendimento (caixas eletrônicos) localizados em bancos, shoppings e supermercados.

Outra saída viável para efetuar o pagamento de dívidas é procurar os correspondentes bancários, como lotéricas, correios e hipermercados que oferecem o serviço.

No caso de pagamento de mensalidades de escolas e planos de saúde, por exemplo, a saída é recorrer ao débito em conta, pedir a prorrogação do prazo de vencimento ou encontrar outra forma de pagamento junto à empresa.

Em caso de greve dos bancos, as empresas devem oferecer outras soluções de pagamento e, a cada contato, o cliente deve anotar a hora, dia e número do protocolo de atendimento, que podem ser usados como provas no futuro contra cobranças indevidas.

Caso o consumidor não consiga pagar a conta e sejam aplicadas multas por atraso, por exemplo, é necessário que ele guarde as provas de tentativas de pagamento da conta, como fotos, vídeos e materiais publicados pela imprensa, para posteriormente recorrer da cobrança junto ao Procon (Superintendência de Defesa do Consumidor) ou na Justiça.

Quem estiver em processo de financiamento de casa própria ou de um veículo ou refinanciamento de dívida, por exemplo, poderá ser prejudicado, caso o financiamento ainda não tenha sido aprovado antes do início da paralisação ou as certidões tiradas junto aos cartórios expire durante a greve.

O consumidor que for prejudicado financeiramente pela paralisação poderá recorrer ao Judiciário, após o fim do movimento, para buscar ressarcimento.

Cuidados extras

Quem não estiver acostumado a usar caixas eletrônicos e precisar usá-los, não deverá pedir a ajuda de estranhos, levando alguém de confiança consigo para ajudar na tarefa.

Isso porque, como os funcionários que auxiliam os clientes nessa tarefa não estarão presentes nas agências bancárias, o risco de se tornar vítima de um golpe é alto.

A greve

Em Mato Grosso, cerca de seis mil bancários, de 300 agências espalhadas pelo Estado, deverão cruzar os braços. 

A greve foi aprovada por unanimidade, em assembleia-geral realizada na noite de quarta-feira (12).

No ano passado, a categoria parou as atividades por 21 dias, em pressão para que os bancos atendessem às suas reinvindicações.

Reivindicações

A categoria pede reajuste salarial de 10,25%, ou seja, 5% de aumento real acima da inflação projetada de 4,97%, além de PLR de três salários do funcionário acrescidos de R$ 4.961,25 fixo.

Eles também reclamam por um salário mínimo equivalente ao salário mínimo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) de R$ 2.416,28, e pagamento de auxílio-alimentação e vale-refeição no valor de um salário mínimo (R$ 622) cada um. Hoje, o salário-base dos bancários gira em torno de R$ 1,4 mil, segundo o sindicato.

Os bancários também pedem pela implantação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos, bem como auxílio-educação para cursos de graduação e pós-graduação.

Constam na pauta ainda o fim da rotatividade nos bancos, aumento do número de contratações, fim das terceirizações, aprovação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – que inibe as demissões imotivadas – e a ampliação da inclusão bancária.

Mais segurança nas agências e postos bancários também é uma das reinvindicações da categoria, que pede ainda pelo cumprimento da jornada de seis horas para todos os funcionários, fim das metas consideradas abusivas e combate ao assédio moral, previdência complementar e igualdade de oportunidades.


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