Greve dos professores das universidades federais complica calendário de aulas

17/08/2012 11:41

Paralisação que atinge 55 instituições completará um mês no próximo domingo (17)

Fonte:R7

 

unb-hgValter Campanato/ABr

A estudante de relações internacionais, Raphaella Pinheiro, tem cinco dos seis professores em greve

A principal reivindicação dos docentes é a revisão do plano de carreira. Em acordo firmado no ano passado, o governo prometeu um reajuste de 4%, a incorporação de parte das gratificações e a revisão do plano para 2013. Os dois primeiros pontos já foram atendidos, mas não houve avanço na revisão da carreira. Uma nova rodada de negociações está marcada para a próxima terça-feira (19).A greve dos professores das universidades federais completará um mês no próximo domingo (17). A paralisação, que conta com a adesão de 55 instituições, afeta a rotina dos estudantes que aguardam as negociações entre a categoria e o governo federal para que o semestre letivo possa ser retomado e concluído. Na UnB (Universidade de Brasília), além dos professores, os técnicos administrativos também cruzaram os braços, inviabilizando a maior parte das atividades acadêmicas.

Aluna do primeiro semestre de economia, Hayanne Ferreira acha que a greve é legítima, mas que a decisão dos docentes foi precipitada. Das cinco disciplinas que cursa neste semestre, apenas uma não foi interrompida. Com isso, ela prevê que vai ficar sem férias quando a greve terminar porque os professores que aderiram ao movimento terão que repor as aulas perdidas.

— Vai ter prova fora de hora, suspenderam o calendário e vai ser preciso repor aula. Tem professor que não vai repor.

A principal reivindicação dos docentes é a revisão do plano de carreira. Em acordo firmado no ano passado, o governo prometeu um reajuste de 4%, a incorporação de parte das gratificações e a revisão do plano para 2013. Os dois primeiros pontos já foram atendidos, mas não houve avanço na revisão da carreira. Uma nova rodada de negociações está marcada para a próxima terça-feira (19).

Com a paralisação dos servidores, que começou na última segunda-feira (11), além das aulas, alguns serviços que são prestados à comunidade também ficaram interrompidos. A biblioteca da UnB, que é frequentada também por quem não é aluno da instituição, está de portas fechadas. É o caso de Guilherme Macedo, de 36 anos. Ele estuda administração em outra instituição, mas frequenta a UnB pela proximidade de sua casa. 
 

 


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