Grupos dizem que situação em MT preocupa

14/10/2011 07:58

altMato Grosso foi apontado nesta quinta-feira em “situação preocupante” pela Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) e ANEC (Associação de Exportadores de Cereais)-- grupos que reúnem uma média de 25 empresas comercializadoras de soja, que tentam barrar a venda de grãos produzidos em áreas de desmatamento ilegal.

 

O Estado, que deve retomar liderança interestadual de produção de soja, também retornou ao primeiro de desmatamento no país. E boa parte das áreas de derrubes são utilizadas para plantação agrícola, segundo levantamento da organização ambiental “Greenpeace”.

O Greenpeace, afirma que 46% do avanço de desmatamento registrados de janeiro a setembro deste ano em Mato Grosso foram em campos de plantações de soja. E se forem comparados apenas municípios da moratória no Estado, o índice passa para 58%, ante a comparação do ano passado.

“O número de casos vem crescendo em ritmo preocupante, e esse aumento no Mato Grosso colocará, em um ou dois anos, muito mais soja de desmatamento no mercado. A moratória nunca foi tão importante”, afirma Paulo Adario, diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace. 

Representantes das 25 empresas se reuniram esta manhã em Brasília para renovar um contratado de moratória da soja. Pelo acordo, nenhuma das companhias – que representa 90% da comercialização de soja no país-- pode comprar grãos de produtores que fizeram desmate após julho de 2006. Este é o quinto ano de renovação entre os grupos.

“A renovação da moratória e o comunicado da Amazon Alliance [ grupo internacional de consumidores de soja brasileira] mostram que existe um setor do agronegócio brasileiro capaz de crescer sem derrubar mais floresta. Mas, enquanto isso, no Congresso e no campo, tem gente que ainda prefere um modelo de produção atrasado e predatório”, disse Adario

“AMAZÔNIA LEGAL”

Relatório divulgado no inicio do mês pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostra que o desmatamento na Amazônia, entre os Estados componentes do “Amazônia Legal”, chegou a crescer em 158%, se comparado aos números de 2010.

Em agosto, por exemplo, foram desmatados 240 km². E a liderança no ranking tem sido revezada entre Mato Grosso e o Pará. A média mato-grossense é de 50 km² mensais. Com maior variação para cima em abril, quando o Estado foi responsável pelo desmate de 80% da área identificada.

Fonte:Folha do Estado

 


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