Hopi Hari pede para que visitantes com ingresso comprado adiem o passeio

03/03/2012 07:44

Parque também disponibiliza telefone e e-mail para os que preferem reembolso

Fonte:Do R7, com Rede Record

hopi hariDivulgação/Ademar Gomes Advogados

Foto tirada pela família de Gabriela Mishimura minutos antes do acidente que a matou no parque de diversões em Vinhedo

 
O Hopi Hari informou, na tarde desta sexta-feira (2), que os visitantes que já compraram os ingressos para o parque podem ligar para adiar o passeio ou para pedir reembolso. O local ficará fechado por dez dias em respeito ao TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o Ministério Público do Estado de São Paulo.

O telefone para cancelar o “passaporte” é 0300-789-5566. Os pedidos podem ser feitos, também, pelo e-mail fale@hopihari.com.br.  Nesta sexta, a direção do parque informou que o local ficou fechado para vistoria.

Durante o período de fechamento, uma equipe chefiada pelo Ministério Público - e com representantes do IC (Instituto de Criminalística), Corpo de Bombeiros e Crea (Conselho de Engenharia e Arquitetura) - irá trabalhar no local.

As atividades do grupo começarão na próxima segunda-feira (5). Nesses três dias até lá, o parque deverá reunir os documentos dos brinquedos.

Investigações

O delegado Álvaro Santucci, responsável pelas investigações do acidente que resultou na morte da adolescente Gabriela Nishimura, de 14 anos, no parque Hopi Hari, no último dia 24, disse acreditar que o parque induziu a perícia ao erro por não revelar em qual cadeira realmente a adolescente estava sentada.

Ele afirmou que os funcionários e os engenheiros não colaboraram com as investigações e o local onde a menina sentou só foi realmente comprovado quando a família disponibilizou uma foto para a investigação. Ele disse ainda que o parque havia informado que aquela mesma cadeira onde a adolescente sentou estava inativa há anos.

A polícia e o Ministério Público chegaram a vistoriar o assento errado, que não apresentou problemas. Já na nova perícia, o delegado disse que quando o brinquedo começa a funcionar a trava se levanta e depois e dava uma 'chicotada' e abaixa fortemente.
O advogado de dois funcionários disse que seus clientes afirmam que a cadeira do estava quebrada e que o fato foi comunicado aos responsáveis pela atração, mas eles liberaram a utilização.

Segundo acidente da história

De acordo com a promotora Ana Beatriz, a empresa fabricante do brinquedo La Tour Eiffel, a suíça Itamin, tem 40 equipamentos iguais ao do Hopi Hari em parques temáticos espalhados pelo mundo. O primeiro acidente que envolve um desses equipamentos aconteceu em 1999 nos Estados Unidos.

Por causa desse acidente, a empresa decidiu incrementar o brinquedo com cintos de segurança. A morte da adolescente Gabriela Nishimura é o segundo acidente da história do brinquedo no mundo.

 

 

 


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