Ponte continua interditada por índios

17/11/2011 11:51

Índios da etnia Enawenê-nawê bloquearam a ponte do rio Juruena na MT-170, município de Juína (735 km a noroeste da Capital). Para liberar a travessia, as cerca de 200 pessoas cobram valores dos motoristas que variam de R$ 30 para motos, R$ 50 para carros e caminhonetes e até R$ 100 de caminhões e ônibus. O dinheiro serviria para a locação de ônibus que os leve até Brasília (DF) para que seja possível cobrar das autoridades melhorias nos serviços de saúde.

Os manifestantes esperam se reunir com representantes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). De acordo com o coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai) no município, Antônio Carlos Ferreira de Aquino, uma comitiva formada por integrantes do órgão, da Sesai e das prefeituras de Juína e Brasnorte (579 km a noroeste da Capital) visitará a aldeia para verificar as condições em que vivem. Eles deverão chegar ao local hoje (17) para ouvir as cerca de 28 reivindicações dos índios.

Aquino destaca que um servidor da Funai, que esteve no local, atestou que existem de fato problemas na parte de infraestrutura, inclusive no posto de saúde que atende a região. Os indígenas reclamam que as vacinas acabaram, faltam medicamentos para as crianças e o posto de saúde está em péssimas condições.

Uma das causas apontadas seria o fim do contrato com uma Organização Não Governamental (ONG), ocorrido no último dia 31, que era responsável pelo atendimento. A hipótese foi descartada pelo coordenador. “Mesmo com o fato de o contrato não ter sido renovado imediatamente não há a possibilidade de que isso tenha contribuído para o problema. O importante é que vamos até lá, ouviremos os índios e buscaremos soluções”. A ponte, que está fechada pelos índios desde a noite da última segunda-feira (14), não tem previsão de liberação.

Fonte:Gazeta Digital

 


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