Índios querem ensinar jovem que atropelou, matou e fugiu: “Não é para judiar”

06/05/2012 11:51

Fonte:Redação DS e Redação 24 Horas News




Milson Zezokae, de 27 anos, que morreu num acidente na madrugada do dia 28, sábado passado,  era neto de dois caciques. Os avós, Acelino Noezokae e Narciso Kazaezokae, estiveram participando ativamente dos protestos da comunidade indígena em Tangará da Serra, em busca do entendimento da Justiça.  Os caciques disseram terem reivindicado às autoridades policiais que lhes seja entregue o motorista que se envolveu no acidente em que o neto morreu.

“Nós queremos. Tem que entregar qual pessoa, que atropelou meu neto. Se entregar, vai ser levado ele na aldeia. Na aldeia ele vai ficar longe da família, vai ficar sofrendo igual o pai e mãe do menino estão sofrendo”. Palavras de Acelino Noezokae, cacique Paresi, grupo indígena que habita a região do médio Norte do Estado, ao pedir que as autoridades entreguem aos índios o motorista que atropelou Milson Zezokae, 27 anos, no sábado passado, dia 28. A idéia é leva-lo para a aldeia.

O entendimento é simples e é sintetizado por outro cacique paresi, Narciso Kazaezokae , também avô de Acelino. “A gente vai levar para a aldeia não é para judiar, é só para ele afastar da família, para sentir, para a família dele sentir também. Se não fazer assim todo tangaraense vai acostumar e dizer ´ah, nós vamos fazer com índio não vai acontecer nada. Índio não vai fazer nada´. Então nós temos que tomar decisão dos dois lados”.

Narciso conta que não está satisfeito com a notícia de que as investigações têm prazo de 30 dias. Ele diz que quer uma atitude por parte das autoridades, entregando para a comunidade indígena o motorista. Segundo ele, a intenção não é promover vingança, mas garantir que a justiça seja feita.

“Queria pegar o menino e levar para a aldeia. Eles devem entregar o menino pra gente. Não adianta ficarcom medo que a gente não vai judiar dele, a gente vai levar ele afastar um pouco da família para ele ficar meio de castigo” -  diz  Kazaezokae.

Segundo os caciques, entre os indígenas há pessoas que dizem saber quem é a pessoa que estava dirigindo o carro que se envolveu no acidente. “Falam que é menor. Eu não acredito. menor não vai andar cinco horas da manhã com carro grande. Então acho que é adulto mesmo que atropelou só para jogar culpa em de menor, pra gente não fazer nada. Se autoridade não tomar providência, nós vamos resolver do jeito que a gente quer” – ponderou.

Os índios fizeram dois protestos em Tangará. No de sexta-feira, 5, participaram 200. Eles cercaram a sede da Câmara de Tangará. Dentro do prédio, se reuniram com autoridades para negociar uma solução para a reivindicação.

 


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