INSS paga auxílio reclusão para 236 famílias de presos

03/06/2012 10:21

Fonte:Autor(a): Samuel Santos Fonte: GCN

 

Foto(s): Cassiano Lazarini/Comércio da Franca 
A dona de casa MMC tem dois filhos e recebe R$ 100 de auxílio, que ajuda a compor a renda da família

A dona de casa MMC, 23, moradora na Vila Santa Terezinha, é mãe de dois meninos, de 2 anos e 6 anos. Ela e as crianças moram em uma humilde casa, de três cômodos, e pagam aluguel de R$ 280. Uma parte da renda da família, que soma R$ 534, vem de um benefício concedido aos dependentes de presos no regime fechado ou semi-aberto.

De acordo com a assessoria de imprensa do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), atualmente 236 pessoas recebem o benefício em Franca. O valor máximo pago por preso é de R$ 915,05, que é dividido entre todos os dependentes até 21 anos. Para seus dependentes terem direito ao benefício, o preso precisa ser segurado do INSS, ou seja estava contribuindo quando foi preso ou estava em dia com seus direitos beneficiários.

MMC diz que os R$ 100 recebidos do auxílio reclusão são fundamentais para a sobrevivência dela e dos dois filhos. Ela ganha R$ 300 mensais provenientes de faxinas realizadas em um salão de beleza três vezes por semana e mais R$ 134 do Programa Bolsa Família. O auxílio reclusão resulta do romance que a dona de casa teve com o pespontador JLMS, que está preso em Ribeirão Preto por tráfico de drogas. Ela tinha 17 anos quando foi morar com JMLS na Vila Gosuen. O relacionamento durou cinco meses, que, diz ela, foram de muito sofrimento.

“Já não dava mais. Ele me batia, fazia umas coisas que não era certas”, contou a dona de casa, que, apesar de estar grávida do pespontador na época, decidiu terminar o namoro e voltar a morar com a mãe.

Um ano depois da prisão do ex-namorado e pai de seu filho, a dona de casa, sem receber pensão e grávida de outra criança, descobriu que tinha direito de receber o auxílio-reclusão. “A outra mulher que ele tinha recebia, só que eu não sabia que precisava de um documento (atestado de permanência carcerária). Familiares dele não quiseram entregar os documentos para mim, aí eu corri atrás de um advogado na Unesp, e eles falaram que era só eu ir no INSS e falar que eu queria habilitar meu filho”, disse a mulher.

O benefício recebido pelos dependentes do pespontador tem o valor total de R$ 500, montante que é divido entre os cinco dependentes. De três em três meses, a dona de casa precisa solicitar na Penitenciária de Ribeirão, através do Conselho Tutelar, o atestado de permanência carcerária, que comprova que o pai do menino continua preso e garante o auxílio de R$ 100.

No mês passado, a dona de casa se atrasou para renovar a documentação, e acabou não recebendo o benefício. “Esse mês [maio] eu não consegui. Todo dia 18 eu vou receber no INSS. Agora já solicitei o papel e mês que vem eu recebo R$ 200”, contou MMC.

 


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