Investimentos de R$ 300 milhões estão disponíveis

16/01/2012 08:05
Autor:Fabiana Reis
Fonte:Gazeta Digital
 
Trabalhadores de todo o país passam a ter uma nova alternativa de crédito para compra de material de construção. Foi publicada na sexta-feira (13), no Diário Oficial da União, resolução do Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) que aprovou investimentos de R$ 300 milhões para a aquisição de material de construção. O setor varejista mato-grossense aguarda ansioso a operacionalização da linha de crédito, e projeta aumento de 5% a 10% nas vendas.


De acordo com dados do governo, 33 milhões de brasileiros com carteira assinada que recolhem recursos ao FGTS terão direito a essa nova linha de crédito, chamada Financiamento de Material de Construção (Fimac) mediante empréstimo a ser concedido pelos bancos, especialmente a Caixa Econômica Federal. Este banco, por sua, deve concluir em um mês, a regulamentação do novo modelo de crédito, parapara entã.

A linha, voltada para reforma e ampliação de imóveis residenciais, é de até R$ 20 mil por pessoa, a uma taxa de 12% ao ano, em um prazo de 120 meses para ser quitado. Os recursos poderão ser usados também para a aquisição de materiais específicos como de aquecimento solar, hidrômetros e equipamentos que melhorem a sensibilidade das pessoas com necessidades especiais.

Para o presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Mato Grosso (Acomac/MT), Antônio Zompero, a medida tomada pelo governo federal vai aquecer o setor estadual e que já vinha sendo reivindicada pelos empresários há algum tempo. “Muitas vezes, o que impede uma pessoa de contratar um financiamento é a restrição do nome em sistemas de crédito. Agora com recursos diretos do FGTS não haverá mais este empecilho”, diz ao comentar que a resolução vai beneficiar principalmente a classe C e D.

Quem também prevê aquecimento no comércio mato-grossense é o gerente comercial das lojas Bigolin (Cuiabá e Rondonópolis), Roberto Lazzaroto. Na avaliação dele, o maior atrativo do Fimac é a taxa de juros. “Com 1% ao mês, é a mais baixa do mercado, mais vantajosa até mesmo que o próprio Construcard, da Caixa Econômica”, diz ao projetar vendas entre 5% e 8% maiores após o início da contratação da linha.

As prestações do financiamento serão calculadas pelo Sistema de Amortização Constantes (SAC) ou pela Tabela Price - a escolha ficará a cargo do agente financeiro que liberar o dinheiro. O local que receber a obra deverá ser regularizada e financiável nas condições do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

Balanço 2011 – Antônio Zompero, da Acomac, afirma que o setor encerrou o ano passado com crescimento de até 12%, maior que os 8% em território nacional. Para este ano, ele afirma que o setor está ainda mais otimista com a realização das obras da Copa do Mundo e a proximidade com a realização do evento.


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