Juíza de MT decreta prisão preventiva de suspeito de jogar criança de ponte

27/11/2012 10:00

Fonte: G1 MT

 

Foto: Reprodução/Facebook
Juíza de MT decreta prisão preventiva de suspeito de jogar criança de ponte
Juíza de MT decreta prisão preventiva de suspeito de jogar criança de ponte
Menino de quatro anos estava na casa da avó quando foi jogado em rio

A Justiça determinou a conversão da prisão temporária para preventiva do suspeito de matar o menino Ryan Alves Camargo, de quatro anos de idade, ao jogá-lo de uma ponte no Rio Cuiabá, e assassinar a avó da criança, Admárcia Mônica da Silva, de 44 anos, que foi atingida por vários golpes de faca e teve o corpo parcialmente carbonizado. A decisão é da juíza substituta da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Tatiane Colombo, após pedido do Ministério Público Estadual.
 
O técnico em informática Carlos Henrique Costa de Carvalho, de 25 anos, está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), desde o dia 11, data do crime e foi indiciado por duplo homicídio qualificado. Ele é ex-namorado da mãe da criança, Thassya Alves, de 24 anos, e não teria aceitado o fim do relacionamento.
 
Na decisão, a juíza destaca que a conversão da prisão é necessária para assegurar a garantia da ordem pública e da lei penal. Ressalta ainda que “no caso concreto a existência da materialidade dos crimes em questão e indícios suficientes de autoria, necessário se faz a segregação cautelar do autuado, por conveniência da instrução criminal, bem como a fim de resguardar a integridade física e psicológica dos familiares”, conta trecho do despacho.
 
Thassya Alves namorou o suspeito por alguns meses e chegou a morar com o filho dela na residência dos pais do rapaz. Mas, o relacionamento do casal era conturbado e Carlos já chegou a ser preso por tentar agredi-la e por ameaça.
 
Fato também considerado pela juíza, que descreveu o caso na decisão, relatando a existência de outro inquérito policial contra o técnico de informática por ter mordido o rosto e o pescoço de Thassya e ter jogado gasolina na casa, na tentativa de colocar fogo e matar todos que estavam dentro. “Restando assim, demonstrada a conduta agressiva e perigosa do acusado”, reforça a magistrada.
 
Além disso, a juíza Tatiane Colombo destacou trechos e levou em consideração o depoimento de um tenente da Polícia Militar que foi responsável por coordenar as diligências na residência onde a professora Admárcia foi assassinada e teve o corpo carbonizado, localizada no Bairro Dom Aquino, na capital.
 
Crime
 
No domingo (11), o rapaz foi até a casa da ex-sogra Admárcia Mônica da Silva à procura de Thassya. Mas, no momento, a garota não estava na casa. Na ocasião, o suspeito e a ex-sogra teriam discutido quando ocorreu o assassinato. Admárcia foi esfaqueada e teve o corpo parcialmente carbonizado.
 
O neto da vítima, de 4 anos, também estava na residência e foi levado pelo suspeito até a ponte Júlio Müller, onde foi arremessado por ele no rio. O corpo do menino foi encontrado minutos depois por um pescador próximo ao local. O crime ocorreu por volta das 6h.
 
Depoimento
 
Horas depois do duplo homicídio, o suspeito foi preso na residência dele. De acordo com a Polícia Militar, o rapaz chegou a ir até o local de trabalho, porém, voltou para casa depois de desconfiar que uma equipe da polícia realizava rondas pelo local.
 
Ao ser preso, ele foi para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc), do bairro Planalto, na capital. Em seguida, encaminhado para a Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Contudo, o suspeito preferiu não se manifestar durante o depoimento e declarou que vai falar sobre o caso somente em juízo. Atualmente ele está em uma cela separada por determinação do sistema prisional para não ser agredido pelos outros reeducandos.

 


Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Design profissional
  • Criação super fácil

Este site foi criado com Webnode. Crie o seu de graça agora!