Lideranças do Araguaia buscam solução para evitar conflito em área indígena

06/09/2012 08:43

Autor: Assessoria com redação Água Boa News

 

Os prefeitos da região do Araguaia e representantes da Associação de Produtores da Gleba Suiá Missú, se reuniram na Associação Mato-grossense dos Municípios com o presidente da Assembléia Legislativa, José Riva e o  secretário de Justiça e Direitos Humanos, Paulo Lessa, para tratar dos conflitos de terra na área indígena de Maraiwatsede, onde estão mais de cinco mil pessoas.

A desocupação da área está prevista para o próximo mês de outubro, através da força nacional,  a retirada dos não índios preocupa a classe política e as lideranças da região. O Governo do Estado já se posicionou com uma permuta de terras com a Funai. A mobilização é para tentar reverter a situação de despejo das famílias que estão naquela área há mais de 30 anos.

O presidente da Assembleia Legislativa, Jose Riva, disse que a questão é mais política que judicial. Segundo ele é necessária uma mobilização dos políticos para sensibilizar a presidente Dilma Roussef, que pode reverter a situação. A reserva foi criada a partir de um decreto presidencial e ele não acredita que a justiça federal irá passar por cima. “Temos que chamar atenção para o caos social e o risco de mortes na região em conflito. Somente a presidente pode alterar o decreto”, assegurou.>>>

O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Paulo Lessa, ao ouvir os relatos de moradores da Gleba Suiá Missú, ressaltou a necessidade de ir á Brasília e busca de uma solução mais rápida. Ele disse que vai tentar uma audiência com a ministra da secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, para tratar da questão. O secretário já encaminhou o assunto ao governador Silval Barbosa, que também já esteve em Brasília em tratando do assunto. Os prefeitos e lideranças da região do Araguaia se prontificaram em acompanhar o secretário.

O morador João Antonio da Costa, de 62 anos, disse que o clima é de tensão, pois os integrantes da Força Nacional que estão no local, intimidam os moradores a todo momento. Ele disse que as famílias dedicaram muito a terra onde nasceram seus filhos e netos. “Trabalhamos a vida toda, não é justo que nos tirem de lá. Prefiro morrer a deixar a terra adquirida, onde eu e minha família plantamos para garantir o nosso sustento”, argumentou.   

Já existe no local uma infra-estrutura com atividade econômica, além de escolas com mais de 800 alunos matriculados. Os moradores da Gleba plantam e comercializam os seus produtos na região.
As terras foram ocupadas pelos não índios na década de 1960, a área foi desmembrada e parte dos títulos da fazenda Suiá Missú foi vendida, onde foram instalados os assentamentos.
Em 1993 deu início ao processo de demarcação do que seria a área de ocupação indígena.   Após um estudo da Funai, a região foi demarcada como reserva indígena de Maraiwatsede. O Tribunal Regional Federal determinou a retirada dos produtores, mas eles questionam o processo de demarcação. A área se tornou uma conflito judicial entre produtores e índios Xavantes.

 


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