Maconha ia entrando em marmitex

09/02/2012 08:17

Cinco pessoas foram acusadas pela entrada de um quilo de maconha dentro de um marmitex na Penitenciária Central do Estado 



LORIVAL FERNANDES/DC
A maconha e a marmita: nem a empresa e nem os presos que fazem a entrega sabiam da existência da droga

Autor:ADILSON ROSA
Fonte:Diário de Cuiabá

Cinco pessoas – três detentos, entre elas o motorista e o ajudante da empresa que faz entrega de marmitas – foram acusadas de participar da entrada de entorpecentes na Penitenciária Central do Estado (antigo “Pascoal Ramos”). Eles tentavam entrar com cerca de um quilo de maconha escondido dentro de um marmitex que seria entregue para um dos detentos. A droga estava separada em dois tabletes de tamanho médio.

Foram presos Nelzi Pereira da Silva, de 40 anos, o seu ajudante Luiz Carlos da Silva, de 28. E os detentos acusados são Deyvid Anderson, de 19, Josimar Almeida de Jesus, de 24, e Fernando de Souza, de 25. A prisão ocorreu no início da noite de terça-feira, quando o caminhão da empresa responsável pela entrega chegou com a caixa das marmitas do jantar. 

Conforme os agentes, Josimar e Fernando, que são presos do raio 5, ficaram encarregados de levar as marmitas aos cubículos. Os agentes, que acompanharam e fiscalizaram a entrega, suspeitaram de um marmitex que estava com nome escrito por cima – Deyvid – em caneta. Além disso, a embalagem era usada indicando algo estranho. “Não deu outra. Abrimos o marmitex e encontramos as duas barras de maconha”, informou um dos agentes. 

No Plantão Metropolitano, tanto o motorista como o ajudante negaram saber do carregamento de maconha apreendido. Alegaram que as marmitas são lacradas e tudo é filmado pelo circuito interno de segurança da empresa. 

Os dois detentos responsáveis pela distribuição das marmitas disseram que não é bem assim, pois tanto a caixa como as marmitas não chegam lacradas. Algumas vezes sobra e outras acaba derramando dentro da caixa. Os agentes prisionais suspeitaram ao ver que existia um nome escrito com caneta em cima da embalagem. 

Ao checar quem é Deyvid, descobriram que é um traficante que cumpre pena no raio 1 da unidade prisional. O detento negou que a droga fosse endereçada a ele. Alegou que a esposa perdeu a carteira de visitante e precisava de uma nova. Então, a direção pediu o nome dele e da esposa. Como não tinha papel, escreveu em cima da tampa de uma embalagem de marmita. 

Os cinco foram autuados por tráfico de drogas. O motorista e o ajudante se juntarão aos outros três presos na Penitenciária Central do Estado. 


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